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“Nem 200 euros facturamos em Fevereiro”

Braga

2021-03-03 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

De portasfechadas, os livreiros falam em “concorrência desleal” quando as grandes superfícies podem vender livros. Em Braga, a Livraria Minho não está “a trabalhar coisa nenhuma” e a facturação “está muito longe” de anos anteriores.

Com este segundo confinamento, editores e livreiros têm defendido que o livro é um bem essencial e que as livrarias deviam estar abertas. Com o mais recente decreto presidencial, o Governo permitiu a comercialização de livros em espaços autorizados a abrir, mas as livrarias ficaram de fora. De portas fechadas, as livrarias da cidade vão encontrando soluções, algumas viraram-se para o on-line numa tentativa de salvar o negócio. Falam em “concorrência desleal” face às grandes superfícies.
Na Livraria Minho, uma das livrarias de referência da cidade, o gerente começou logo por confessar: “não estamos a trabalhar coisa nenhuma”.
António Correia, que tem os colaboradores em lay off simplificado, confirmou que “as vendas são praticamente nulas”, confidenciando que no mês de Fevereiro “nem 200 euros” conseguiram facturar. “Para chegarmos aos níveis de 2018 ou de 2019 vai ser muito complicado e vai durar dois ou três anos a recuperar”, sublinhou.
Apesar de ter página na internet, “não está a está a funcionar grande coisa”, o certo é que os únicos contactos que têm são via e-mail e por telefone. “Temos respondido sempre aos e-mails e vamos atendendo os telefonemas. Vendemos alguma coisa, mas não é como ter uma porta aberta”, confessou António Correia, não percebendo “como é que as grandes superfícies podem vender livros e as livrarias não”. E foi mais longe: “não faz sentido nenhum, é o mesmo que dar o monopólio da venda dos livros aos grandes”.
Tirando a época escolar, lembrou António Correia, as livrarias são “locais calmos”. “Só no início da época escolar é que temos filas e movimento, o resto do ano entra aqui uma a duas pessoas de cada vez, por isso, nunca haveria problemas”, justificou.
O gerente percebe que o Governo queira “manter as pessoas em casa para controlar a pandemia”, mas o certo é que António Correia diz que “todos os dias” vê movimento nas ruas. “Estou aqui dentro da livraria e farto-me de ver pessoas a passear na rua, carros na estrada e os autocarros cheios de gente”, contou o responsável, questionando: “onde está o confinamento?”.
O “pouco” que a Livraria Minho tem conseguido vender é para dar resposta à procura de livros escolares, bem como de algum material e de impressos que algumas escolas ainda vão precisando. “É praticamente isto que estamos a vender, nem sequer é significativo. Muitas vezes, a compra nem sequer dá para fazer uma factura mínima, mas fazemos o possível”, referiu.
António Correia contou que a livraria “conseguiu sobreviver” ao primeiro confinamento, porque, entretanto, começou a época escolar e “deu para equilibrar as contas”, mas os números “estão muito longe de valores de anos anteriores”. “Enquanto estivermos fechados não conseguimos facturar praticamente nada”, lamentou o responsável, contando que tem a livraria cheia de encomendas suspensas.

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