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Braga

2017-10-17 às 06h00

Teresa M. Costa

Mil e duzentos hectares de área ardida é a primeira estimativa dos dois grandes incêndios que, em pouco mais de 24 horas, afectaram várias freguesias do concelho de Braga. “Fomos cilindrados por uma vaga de incêndios atípica” admitiu o responsável pela Divisão Municipal de Protecção Civil, Vítor Azevedo, no balanço que ontem foi feito às operações de combate no concelho.

Mil e duzentos hectares de área ardida é a primeira estimativa dos dois grandes incêndios que, em pouco mais de 24 horas, afectaram várias freguesias do concelho de Braga.
“Fomos cilindrados por uma vaga de incêndios atípica” admitiu o responsável pela Divisão Municipal de Protecção Civil, Vítor Azevedo, no balanço que ontem foi feito às operações de combate no concelho.

Entre a noite de sábado e a de domingo, o concelho esteve a braços com um incêndio que começou em Este S. Mamede e se propagou a outras freguesias e até ao concelho da Póvoa de Lanhoso e com outro que progrediu a partir do concelho vizinho de Guimarães e causou o pânico em várias localidades, três delas densamente urbanas.

Vítor Azevedo fala de “condições meteorológicas adversas potenciadas pela velocidade do vento”, que chegou a registar rajadas de 90/100 km/h, na noite de domingo, e por uma área de interface urbano-florestal densamente povoada que “veio colocar constrangimentos ao posicionamento dos meios de combate”. “Foi muita complexa a coordenação com as autoridades - PSP e GNR - no que toca ao apoio à população” reforçou o responsável da Divisão Municipal de Protecção Civil, reconhecendo que “a preocupação é a protecção de pessoas e bens”.

Vítor Azevedo enaltece, no entanto, “o trabalho de excepção de todos os operacionais envolvidos e da população”.
O vereador da Protecção Civil, Firmino Marques, realçou o “trabalho bem coordenado”, mas também denunciou a falta de meios aéreos - pelo menos os que estavam previstos até 15 de Outubro - para apoiar o combate aos incêndios.

Plano Municipal de Emergência mantém-se activado

Os incêndios que afectaram várias freguesias do concelho levaram à activação, anteontem à noite, do Plano Municipal de Emergência e não há previsão para a sua desactivação.
O Plano Municipal de Emergência foi activado não só por causa da situação dos incêndios, mas também pelas previsões do pós-incêndio que apontam para chuva que, face às condições actuais dos solos, possibilitará o arrastamento de materiais sólidos, explicou ontem o responsável pela Divisão Municipal de Protecção Civil, Vítor Azavedo.

As vias adjacentes às áreas dos incêndios, nomeadamente a via da Falperra e a estrada entre o Bom Jesus e o Sameiro foram encerradas, por precaução, e vão manter-se, assim, pelo menos durante o dia de hoje, com a presença das autoridades no local.
Durante algumas horas foi proibida a circulação automóvel, mas permitida a circulação pedonal, uma “situação que foi identificada” com Vítor Azevedo a admitir “alguma falha de informação”.

O responsável pela Protecção Civil admite que as vias poderão ser reabertas, ainda hoje. Antes
disso, e hoje de manhã, avança o trabalho de perícia para avaliar o risco de queda de árvores e identificar as que têm que ser cortadas, sendo objectivo concluir esta avaliação durante o dia de hoje, apontou Vítor Azevedo.

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