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Braga

2020-04-01 às 07h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

AUTARQUIAS locais assumem papel decisivo no cumprimento do estado de emergência. Juntas e uniões de freguesia ajudam população mais vulnerável a ‘ficar em casa’.

As juntas e uniões de freguesia desempenham, na actual fase de mitigação da pandemia Covid-19, um papel crucial no acompanhamento e na prestação de serviços de proximidade às populações. No concelho de Braga, as autarquias estão a cumprir planos de contingência, tendo em vista restringir ao máximo a circulação de pessoas, e a assumir um papel activo no acompanhamento da população sem ou com escassa rectaguarda familiar.
Disponibilidade 24 horas sobre 24 horas é assumida por muitos autarcas de freguesia, criando alguns deles linhas especiais de atendimento nesta fase de combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus.
Nas zonas rurais ou urbanas, a disponibilidade de equipas que fazem as compras de bens essenciais e de medicamentos para os mais idosos, nesta fase de isolamento social, tem-se confirmado essencial para a protecção de uma faixa etária da população com maior risco de infecção.
Na freguesia de Gualtar, a Junta conseguiu agregar-se à Paróquia local, grupos de Escuteiros e de Jovens, Centro Social e Conferência Vicentina para a criação de uma equipa de 25 voluntários que prestam esse “apoio essencial para os mais frágeis da nossa comunidade”, como realça o presidente da autarquia,?João Vieira, em depoimento vídeo divulgado recentemente.
“A mobilização exemplar da nossa sociedade tem permitido fazer chegar ajuda a quem mais precisa desde o dia 12 de Março”, realça o autarca.
Na pequena freguesia rural de Espinho, o presidente de Junta, Filipe Alves, compara o actual “momento desafiante da nossa história colectiva” a “uma guerra”, perante a qual é preciso “fazer tudo para minimizar os seus efeitos”.
Para além do encerramento de todos os equipamentos públicos, à semelhança do que acontece em todas as freguesias do concelho de Braga, em Espinho a Junta disponibiliza “apoio à compra de alimentos, medicamentos e outros bens essenciais”, para além de se oferecer para “o pagamento de facturas” a quem não pode e não deve sair de casa.
O mesmo acontece nas freguesias de Merelim S.?Pedro e Frossos, onde a União de Freguesias, presidida por Adélia Silva, se manifesta “disponível 24 horas por dia” nesta fase de emergência nacional. Para além do serviço de compras essenciais aos residentes das duas freguesias, esta autarquia disponibiliza, gratuitamente, para alojamento temporário de profissionais de saúde do concelho de Braga, o Albergue de Peregrinos do Centro Cultural e Recreativo da Escola da Pateira.
Em S. Victor, a freguesia mais populosa do concelho, a Junta presidida por Ricardo Silva montou o programa ‘Freguesia Cuidadora”, também para levar a casa da população mais idosa os bens mais necessários, por forma a que os seniores “não tenham de sair de casa”.
O autarca de S.?Victor entende que a conjuntura actual de confinamento social pode ser “a oportunidade perfeita para redescobrirmos o tempo em família, saborear o tempo das refeições, auxiliar nas tarefas domésticas, ajudar os filhos na revisão das matérias escolares ou redescobrir o prazer da leitura”.
A Junta de Freguesia de Priscos activou para estes dias de emergência uma linha de apoio, disponível 24 horas por dia, a pensar sobretudo nas “pessoas mais carenciadas e sem rectaguarda familiar”.A linha dá também aconselhamento médico a quem dele necessitar.
Neste conjunto de testemunhos de alguns autarcas de freguesias bracarenses, José Manuel Afonso, presidente União de Freguesia de Arentim e Cunha, sintetizou um pensamento comum: “Se todos conseguirmos respeitar as orientações das autoridades de saúde, se reduzirmos ao máximo o contacto entre as pessoas, vamos ultrapassar a esta situação”.

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