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Municípios do Cávado elaboraram estratégia para alterações climáticas

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Municípios do Cávado elaboraram estratégia para alterações climáticas

Cávado

2019-11-07 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

Programa de prevenção das alterações climáticas aposta, essencialmente, em acções de sensibilização junto de entidades ligadas ao sector do ambiente e da comunidade dos seis municípios que compõem a CIM Cávado.

Informar e sensibilizar os municípios e as várias entidades, foi o principal objectivo da sessão de apresentação da ‘Estratégia de Adaptação às Alterações Climáticas da NUT III Cávado, que a Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado) realizou ontem na Casa do Conhecimento.
O evento juntou representantes e técnicos dos municípios da área de intervenção da CIM Cávado (Braga, Amares, Terras de Bouro, Barcelos, Vila Verde e Esposende).

“Um dos aspectos mais importantes é o ordenamento do território. As construções têm de ser feitos nos sítios certos, as linhas de água têm de ser respeitadas ou repostas, tem que haver limpeza e mais arborização. O grande problema das alterações climáticas é a libertação de CO2 (dióxido de carbono) e os únicos sumidouros de CO2 são a vegetação e os mares. Isso via permitir que o nosso território possa resistir melhor às alterações climáticas”, defendeu Luís Macado, primeiro secretário da CIM Cávado. Nesse sentido, o plano estratégico propõe 21 medidas de adaptação às alterações climáticas, sendo que 9 são as consideradas prioritárias: Poupança de água e reutilização de águas residuais; sensibilização das empresas para a adopção de boas práticas ambientais; investigação de práticas de gestão de solos; capacitação para as situações de emergência; controlo de especies vegetais invasoras; elaboração de guias de boas práticas; elaboração dos planos de contingência para os estabelecimentos hoteleiros; acções de sensibilização junto da população e a investigação de novas culturas mais resistentes às alterações climáticas.

Um vasto conjunto de acções que, no entender de Ricardo Rio, presidente da CIM Cávado só são concretizáveis se todos os intervenientes estiverem envolvidos na concretização de “uma lógica de colaboração.”
Ricardo Rio destacou que o objectivo da estratégia é “termos uma monitorização e uma capacidade de quantificar os resultados das acções que estamos a desenvolver. Ou seja, sabermos se essas acções contribuem para combatermos as alterações climáticas. Importa, também, perceber de que forma é que esses resultados são alcançados”.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, António Vilela realçou a necessidade de “cada município assumir responsabilidades na qualidade ambiental”. O autarca vilaverdense referiu também que é importante ter “uma estratégia para alertar as pessoas para adoptarem pequenos gestos que permitam interiorizar a qualidade ambiental. Temos de fazer acções de sensibilização geral de todas as pessoas”. António Vilela frisou que em Vila Verde estão a ser implementados projectos de poupança de energia e água nas escolas e de arborização e protecção de rios.

No mesmo encontro, Cristina Costa, do Departamento do Ambiente da Câmara Municipal de Braga deu a conhecer as acções de ‘Implementação e Monitorização das Medidas e Opções de Adaptações às Alterações Climáticas do Município de Braga’.
Falou-se, ainda de ‘Alterações Climáticas - Agricultura e Floresta’, da ‘Estratégia Pública para as Alterações Climáticas e o Portugal 20-30’, e do ‘Sistema de Aquisição e Monitorização das Vulnerabilidades da NUT III Cávado às Alterações Climáticas’.

Estação Meteorológica permite obter informações em tempo real

O concelho de Vila Verde dispõe, desde ontem, de uma Estação Meteorológica. A estrutura vai permitir obter dados sobre a meteorologia em tempo real, e insere-se na estratégia de combate às alterações climáticas. “Decidimos criar uma estação meteorológica, devidamente credenciada, junto do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que nos permita criar um histórico e fornecer alguns dados para que possamos agir em função dos resultados encontrados. Todas as previsões meteorológicas passam a ser feitas com dados reais” indicou Patrício Araújo, vereador do Ambiente da Câmara de Vila Verde.

A estrutura está localizada na Escola Secundária de Vila Verde, o que “os alunos ligados às áreas das ciências tenham acesso aos dados fornecidos ‘on line’ por essa estação. Desta forma podemos envolver os alunos nesta questão da defesa do ambiente”, disse Patrício Araújo.
A estação de Vila Verde integra uma rede de seis estações (uma em cada município da CIM Cávado). “Essas estações estão a produzir informação em tempo real, para uma plataforma que está sediada na Comunidade Intermunicipal, mas que está ligada ao IPMA”, disse Luís Machado, da CIM Cávado.

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