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Municípios de fronteira reafirmam irmandade  sob o Rio Minho

Alto Minho

2019-09-13 às 06h00

Redacção Redacção

Autarcas voltaram a assumir o compromisso de preservar e valorizar o Rio Minho com a assinatura a acta de Reconhecimento de Fronteira.

Os treze concelhos da raia minhota - cinco portugueses e oito galegos -, procederam, esta terça-feira, à assinatura conjunta da Acta de Reconhecimento de Fronteira do Rio Minho. A cerimónia, de periodicidade anual, decorreu em pleno rio Minho, entre Vila Nova de Cerveira e Tomiño, a bordo do NRP Rio Minho da Marinha Portuguesa, e visa a afirmação das relações institucionais e sociais existentes no presente e para o futuro.
A convite do Capitão do Porto de Caminha, o Capitão-tenente Pedro Miguel Costa, e do Comandante Naval do Miño, Ignacio Tobarra, estiveram presentes no NRP Rio Minho os representantes dos municípios portugueses de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença, Monção e Melgaço, e dos concelhos galegos A Guarda, O Rosal, Tomiño, Tui, Salvaterra do Miño, As Neves e Arbo que, pela assinatura do documento, solidificaram a irmandade daquela linha imaginária do rio Minho, comprometendo-se com a continuidade da sua preservação e valorização.

Do lado português, a lancha NRP Rio Minho partiu de Vila Nova de Cerveira, levando a bordo os autarcas portugueses, e a lancha espanhola, Cabo Fradera, saiu de Tui, com os representantes galegos. As duas embarcações encontraram-se no meio do rio, para uma cerimónia conjunta que acontece pela quarta vez, e na qual se formalizou a assinatura do documento.
À semelhança dos seus homólogos, o presidente da Câmara de Cerveira, Fernando Nogueira, e as alcaldesas dos Ayuntamientos de O Rosal, Ánxela Fernández Callís, e de Tomiño, Sandra Gonzalez Alvarez, formalizaram a acta de vistoria de fronteira entre os dois países, onde consta que não se verificou qualquer alteração no percurso do referido curso de água.

A assinatura destes documentos, que tem caráter anual e que acontece pela quarta vez, está prevista nos termos do artigo XXV do Tratado de Limites entre Portugal e Espanha, assinado a 29 de Setembro de 1864 e nos termos do artigo VIII do seu anexo I, assinado a 4 de Novembro de 1866, tem por objectivo ratificar o reconhecimento efectuado de alguns pontos da fronteira, pelos respectivos delegados municipais, com o apoio das autarquias situadas nas margens do TIRM.

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