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Braga, terça-feira

Município de Famalicão quer recuperar ‘escola de proximidade’ para os famalicenses
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Município de Famalicão quer recuperar ‘escola de proximidade’ para os famalicenses

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Vale do Ave

2018-07-10 às 13h00

Teresa M. Costa

Autarca Paulo Cunha aproveitou o aniversário da cidade para criticar alguma perda da “escola de proximidade” num concelho confrontado com o regresso dos contentores e/ou dos horários duplos por falta de capacidade das escolas.

Contentores ou horários duplos e alunos a terem que percorrer mais de vinte quilómetros para irem à escola. O cenário foi criticado, ontem, pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, que quer somar à escola de qualidade reconhecida que o concelho tem a “escola de proximidade” que já teve.
Paulo Cunha fez o retrato do ‘estado da educação’ no discurso da sessão solene que ontem evocou o 33.º aniversário da elevação de Vila Nova de Famalicão a cidade criticando “algum desinvestimento nacional” no sector.
O edil famalicense entende que o aniversário da cidade é para festejar o caminho já percorrido, mas também para “colocar em cima da mesa” os temas que ainda suscitam preocupação, pondo a tónica na educação que considera “decisiva para o concelho e para a comunidade”.

Paulo Cunha assume o investimento na educação: “temos conseguido construir uma escola cada vez mais qualificada” e reconhece o papel da comunidade docente “que muito se tem empenhado no projecto educativo” e a quem deixou uma palavra especial.
A escola no concelho é de qualidade, mas “ao longo dos últimos anos temos perdido a escola de proximidade”, apontou o presidente da câmara municipal, que lembra que as escolas do concelho eram atractivas e eram a escolha de famílias até de outros concelhos.

Paulo Cunha ressalva que a qualidade se mantém, mas as famílias têm que colocar os filhos em escolas vizinhas, não por opção própria, mas por falta de capacidade das escolas do concelho.
O edil aponta a falta de capacidade suficiente para acolher os alunos ou as escolas estão a uma distância que escolas de outros concelhos se tornam mais próximas.
Paulo Cunha critica que depois de tanto investimento na educação, se volte à contentorização ou aos horários duplos, o que, no seu entender, “simboliza um momento menos bom na educação em Portugal”.
O autarca famalicense assume que não gostaria de ouvir que os pais não podem usufruir dos apoios municipais à educação porque os seus filhos frequentam escolas fora do concelho e defende querer que “as famílias famalicenses tenham no concelho as respostas que merecem e por que lutaram e que perderam por circunsctâncias mais recentes”.
Paulo Cunha garante que o município tem evidenciado os problemas existentes junto da tutela e revela esperar que o início do próximo ano lectivo corra bem, assegurando que da parte da câmara “tudo será feito”.


Concelho tem conseguido superar
as fasquias, mas é preciso continuar

“Gerir uma câmara não é gerir um orçamento nem um conjunto de comptências”, lembrou, ontem, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha que realça que “hoje, as pessoas querem respostas, não querem uma explicação, querem que se faça o que tem de ser feito”.
Neste contexto, o edil famalicense, que falava na sessão solene do 33.º aniversário da elevação de Vila Nova de Famalicão a cidade, admitiu o “enorme conforto institucional” que existe no concelho, envolvendo associações, empresas, movimentos e cidadãos. “Não fosse esta proximidade, este envolvimento e não seria possível ser consequente com as expecta-tivas” assumiu Paulo Cunha que deixou aos famalicenses um “muito obrigado pela forma como se têm envolvido nos projectos do concelho”.
“Contamos com todos, no dia-a-dia, para que possamos ir mais longe”, reforçou o autarca.

Em relação à efeméride da elevação a cidade, Paulo Cunha sublinhou o “legado de responsabilidade” recebido há 33 anos, apelando à comunidade famalicense que “tem de ser consequente com o estatuto atribuído”.
O edil considera que Vila Nova de Famalicão “tem conseguido superar as fasquias”, graças ao trabalho de todos, mas realça a necessidade de “continuar a rumar e a progredir”.

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