Correio do Minho

Braga, terça-feira

Mudanças na estrutura da Braval gera acusações entre CDU e PSD
Incêndio destruiu armazém de velas em Roriz

Mudanças na estrutura da Braval gera acusações entre CDU e PSD

Camiões aparcam junto à câmara de Amares em sinal de protesto

Braga

2017-12-31 às 06h00

José Paulo Silva

A proposta de alteração dos estatutos da empresa intermunicipal Braval-Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos acabou por se tornar no ponto mais polémico da sessão de anteontem da Assembleia Municipal. Aquilo que, à primeira vista, era apresentado como um reajuste no conselho de administração da Braval, passando um dos seus elementos a exercer funções executivas, foi entendido pela bancada da CDU como uma forma de premiar o até agora administrador executivo da Agere, Rui Morais, que passou a assumir a presidência desta empresa municipal mas sem remuneração.

A proposta de alteração dos estatutos da empresa intermunicipal Braval-Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos acabou por se tornar no ponto mais polémico da sessão de anteontem da Assembleia Municipal. Aquilo que, à primeira vista, era apresentado como um reajuste no conselho de administração da Braval, passando um dos seus elementos a exercer funções executivas, foi entendido pela bancada da CDU como uma forma de premiar o até agora administrador executivo da Agere, Rui Morais, que passou a assumir a presidência desta empresa municipal mas sem remuneração.

A alteração dos estatutos da Braval, empresa detida maioritariamente pelo Município de Braga através da Agere, retira poderes de gestão executiva ao director geral, passando um dos três administradores a ter funções executivas.
Rui Morais foi já investido dessas funções em recente assembleia geral da Braval, empresa participada também pelos municípios de Amares, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde.

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e o líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal, João Granja, acusaram a CDU de “aproveitamento político pouco sério” quando acusa o executivo municipal de estar a compensar Rui Morais pela sua saída de funções executivas na Agere.
Ricardo Rio considerou que Rui Morais “teve um trabalho excelente enquanto administrador executivo da Agere”, nomeadamente ao nível da redução de custos e de tarifas de água, alegando, por outro lado, que não fazia sentido a gestão executiva da Braval ser assumida por um funcionário e não por um administrador.

Bárbara Barros, eleita da CDU, questionou a passagem de Rui Morais de administrador executivo a presidente do conselho de administração se os resultados da Agere nos últimos quatro anos foram tão positivos, para concluir que, nesta empresa quem manda não é a Câmara, accionista maioritária, mas os accionistas privados.
A alteração dos estatutos da Braval foi aprovada com os votos favoráveis do PSD, CDS/PP e maioria dos presidentes de junta de freguesia, a abstenção do PS e os votos contra da CDU e do Bloco de Esquerda.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.