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Música para todos com Mayze X Faria

Entrevistas

2020-03-23 às 06h00

Rui Miguel Graça Rui Miguel Graça

Dupla Mayze X Faria, formada pelo Jonh Mayze e pelo Miguel Faria, são ambos naturais de Amares e diariamente fazem um live set de 1 hora, às 21.30 horas, no facebook oficial dos artistas. O objectivo é único: "trabalhar e presentear os fãs".

Numa conversa solta, com dois dos melhores DJ’s da região minhota, o House Music e Tech House continuam a vibrar, em directo e das próprias casas dos artistas. Todos os dias, há música para todos. Como produtores resolveram não baixar os braços e mantêm a produção de novas músicas, preparando dessa forma futuros trabalhos.

Como surgiu a ideia do Live Set Diário? 
Acho que neste momento todos merecem um pouco de música tendo em conta o que se está a passar no país e no mundo. Nós como artistas podemos expressar-nos musicalmente para dar de algum modo alegria às pessoas neste momento tão delicado. Por isso vamos continuar a dar o nosso contributo da melhor forma que sabemos. É gratificante todos os dias poder passar uma hora com quem mais gostamos. Por isso já sabem diariamente às 21:30 na nossa página do Facebook estamos com um Live Set.

Enquanto artistas como mantêm a vossa rotina já que não podem trabalhar juntos?   
A rotina de trabalho é a mesma. Estamos em contacto todos os dias, só que cada um na sua casa via skype e assim conseguimos trabalhar normalmente. Ao estar juntos íamos contra as medidas que foram aplicadas no nosso país e neste momento todos os cuidados são poucos. Mas não se preocupem estamos a trabalhar em muita música nova para dançarmos todos já este verão.

O panorama nacional da música nos próximos meses não será o mesmo. Muitos artistas tal como vocês estão em casa sem poderem actuar nas datas previstas. Que dicas dão aos vossos pares para manterem a produção no mesmo ritmo? 
A indústria musical foi muito afectada mas temos que pensar que se houve cancelamentos foi para o bem dos artistas e do público. Da nossa parte estamos a aproveitar o tempo não só para reflectir como para fazer várias experiências a nível musical. Como artistas estamos todos 'parados' pois não andamos em tour logo é mais fácil para trabalhar em colaborações e dialogar mais com outros artistas para novas sinergias. Quando tudo voltar ao normal, e esperemos que seja brevemente, vamos todos certamente poder ouvir e dançar ao som de muita música nova e diferente nos festivais, sunsets, clubs e rádios.

Nesta altura muitos DJ’s, tal como vocês, fazem sets para as suas redes sociais. Como produtores de House Music como é ver tantos colegas a tocarem House quando nos seus sets normais em clubs tocam outros géneros?
Para nós é muito bom. É sem dúvida sinal que o panorama musical poderá mudar e que o gosto pelo house music está presente nos DJ’s. Sabemos que todos os DJ’s têm um carinho especial pelo house music pois sem ele não existiam os clubs e a expressão que há hoje na música. Sabemos também que existem muitos DJs que gostavam de poder só tocar o que gostam mas têm que se guiar pelas tendências.

Depois de 16 anos a tocarem como se sentem a actuar na vossa terra para públicos tão diferentes?
Amares é a terra onde tudo começou, onde temos o nosso estúdio e onde residimos. É sempre bom tocar para as pessoas que nos viram crescer pois fazem parte da nossa história e têm uma importância vital para nós não só pessoalmente mas também profissionalmente. Braga é a nossa cidade. A infância foi passada nas suas ruas e na nossa adolescência muito do nosso tempo foi nas lojas de discos com outros amigos que tinham a mesma paixão. Braga é e sempre foi uma cidade com muitos artistas onde a arte musical se respira e se entranha. Actuar nestes dois sítios é sempre muito especial pois temos os nossos amigos e família bem na frente do palco e tal exige sempre mais um bocadinho de nós. Temos muito orgulho em ser do Minho e de podermos continuar a viver na nossa terra.   

Nos últimos dois anos já fizeram 3 tours em Angola. O Clube S tem sido paragem obrigatória.
Como começou esta aventura no famoso club de Luanda?
O Clube S é a nossa casa de Angola. É aquele club que não encontramos definição para o que se vive e algo que nunca sentimos em nenhum outro club.
A mistura de culturas junto a uma praia onde começamos sentados a deliciar-nos com o que de melhor há da gastronomia angolana e acabamos numa pista de dança a ver o sol nascer na linda cidade de Luanda. É sem dúvida o melhor club do país onde se vê um pôr-do-sol inimaginável. Quem vai à cidade de Luanda tem que ir ao Clube S para perceber a magia do espaço num spot idílico para qualquer artista actuar.  

Os festivais fazem também parte das tours pelo território angolano. Qual é a sensação de serem cabeças de cartaz no maior festival do país, o Festival Social Surf Weekend em Cabo Ledo?
Ver o nosso trabalho ser reconhecido fora do nosso país é sempre muito estimulante. Angola já faz parte de nós e a sua cultura e pessoas acarinharam-nos desde a primeira vez que pisamos o solo angolano. O país recebeu a nossa música de braços abertos e sermos cabeça de cartaz do Festival SSW foi a cereja em cima do bolo.

Na vossa agenda para o continente africano vamos ter mais novidades?
Podemos dar a notícia em primeira mão ao Correio do Minho. O nosso management africano está a ter uma maior procura pelo nosso trabalho no continente africano o que é extremamente recompensador pois demonstra que estamos no caminho certo. Este ano temos actuações já marcados para Angola mas também para outros países do continente. Moçambique e São Tomé e Príncipe vão ser as próximas escalas e serão duas estreias muito especiais em países que já a algum tempo estávamos a tentar ir pois temos por lá muitos fãs que através das redes sociais nos transmitem a vontade de nos verem. Estamos muito entusiasmados pois vamos levar o House para novos horizontes e mais pessoas além-fronteiras vão poder dançar ao ritmo da nossa dupla. 

Começaram em 2004 e desde então as produções lançadas têm sido uma constante na vossa vida enquanto artistas. É curioso que têm duas músicas com nomes de ilhas - 'Eivissa' em 2018 e 'Mussulo' em 2019 - há algum motivo especial para darem estes nomes?   
Nós temos a felicidade de viajar e poder levar a nossa música a vários continentes e países e neles gostamos de conhecer a sua história e raízes, o que nos dá sempre muita inspiração para fazer música. A 'Eivissa' e a 'Mussulo' foram inspiradas nas pessoas e na cultura da famosas ilhas de Ibiza em Espanha e a ilha de Mussulo em Angola. Brevemente vamos estar em tour por Moçambique quem sabe não dedicamos uma nova faixa à ilha de Inhaca.

Em Fevereiro deste ano lançaram 'La Rambla', com o Pete Tha Zouk, pela editora alemã 'Caballero Recordings'
Como tem sido o Feedback?   
Tem sido muito bom mesmo e estamos muito contentes com o feedback da música 'La Rambla'. Primeiro porque tivemos a oportunidade de trabalharmos com um amigo como o Pete Tha Zouk. E segundo porque é extremamente gratificante ver o support de tantos artistas nacionais e internacionais ao escolherem a música para fazer parte da playlist do seu radio show, bem como, no seu set em gigs.
Ver a música a ser notícia na imprensa em Portugal, Brasil, Alemanha, Holanda, Chile, Venezuela e Espanha entre tantos outros países é algo que nos deixa muito satisfeitos e com um sorriso na cara. Inigualável é também o sentimento de ouvirmos 'La Rambla' a tocar em Portugal e em Espanha em muitas mais rádios nacionais e no país vizinho. Desde já aproveitamos esta oportunidade para agradecer ao 'Correio do Minho', uma referência no Minho, pelo apoio que nos tem dado sempre na divulgação do nosso trabalho.  

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