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Mês de Julho foi de “franca” recuperação para o comércio
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Mês de Julho foi de “franca” recuperação para o comércio

Economia

2020-08-11 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Restauração e similares é onde a retoma é mais notória. Em crescendo está também o sector do alojamento. O sector da moda e acessórios é o que soma mais prejuízos, na ordem dos 22%.

Julho parecer ter trazido sinais de “franca” recuperação para o comércio em Braga, embora a retoma não se efectue à mesma velocidade em todos os sectores.
A restauração e similares é o sector que mais tem recuperado - embora ainda longe dos números dos anos anteriores -, com o alargamento do horário de funcionamento a ter um papel preponderante para o aumento do volume de negócios.
Os bares e restaurantes podem abrir as suas portas até à uma da manhã e, segundo Rui Marques, director-geral da Associação Comercial de Braga, essas duas horas diárias adicionais fazem a “verdadeiramente a diferença, até porque o tempo está convidativo para sair de casa”.

A esta medida junta-se também os benefícios trazidos pelo projecto ‘Braga de Portas Abertas’ com o município a dar possibilidade aos empresários da restauração de expandirem os seus espaços para a rua através da colocação da esplanadas. “O município esteve bem. Alguns processos demoraram um pouco mais do que seria suposto no que se refere ao licenciamento, mas como eram situações excepcionais mereceram uma análise mais alargada do que o que seria desejável. Felizmente, as coisas estão neste momento a correr”, avança o dirigente.
Rui Marques admite que o volume de negócios para o sector do comércio em geral tem vindo a crescer, “mas ainda com quebras de facturação, no concelho, na ordem dos 7%” face ao mesmo período do ano anterior.
O director-geral da ACB sublinha, uma vez mais, que o crescimento verificado nos diferentes sectores é “ diverso”.

“Temos sectores em contraciclo e outros ainda muito vulneráveis”, continua o dirigente da ACB, assumindo que o sector da restauração e similares é aquele que tem um “melhor desempenpenho” face a outros sectores, embora com quebras de facturação da ordem dos 14%.
“O comércio alimentar continua também a ter um bom desempenho, com um crescimento face ao mesmo período do ano anterior”, continua Rui Marques.
A merecer mais preocupação está o sector da moda e acessórios, “dos mais penalizados” com esta crise, diz Rui Marques, registando, no mês de Julho, quebras na ordem os 22%. “É uma quebra bastante significativa especialmente quando a estação está praticamente a terminar. É uma estação perdida para este sector. Isto vai gerar quebras muito significativas nesta área”, explica.

Para Agosto, a expectativa é que o comércio “continue em franca recuperação”, assume Rui?Marques, até porque “temos mais pessoas nas cidades, quer turistas estrangeiros - nomeadamente espanhóis que têm vindo a visitar Braga de forma crescente - mas também os emigrantes.
Apesar de uma aceleração “positiva”, o director-geral da ACB frisa que o comércio continua, de uma forma geral, “com quebras de algum significado”, mostrando-se “muito apreensivo” com a chegada do Outono em que se prevê um aumento de número de casos por infecção de Covid, que “poderá influenciar a economia negativamente”.

Comerciantes aplaudem dinamismo gerado na Rua D. Gonçalo Pereira

Os empresários da restauração da Rua D. Gonçalo Pereira estão satisfeitos com o dinamismo gerado nos seus negócios desde que autarquia decidiu encerrar aquela artéria do centro da cidade, a 24 de Julho, no âmbito da iniciativa ‘Braga de Porta Aberta’, que permite o alargamento temporário do espaço público destinado às esplanadas e aos peões.
Em declarações ao CM, Diogo Carvalho, gerente do espaço ‘Bira dos Namorados’ referiu que o seu negócio sentiu “bastante” os efeitos positivos desta medida, sobretudo porque permitiu a colocação de uma esplanada com capacidade para cerca de 30 lugares. “E não estamos só a falar das pessoas que aí se sentam, mas também as que são atraídas por ela e que não tendo lugar acabam por entrar no restaurante”, assume Diogo Carvalho, adiantando que a medida demorou a “arrancar” mas acabou por concretizar-se.

As esplanadas, a iluminação e até os adornos florais que os empresários, em parceria com a câmara, aí instalaram deram “uma nova vida” à rua que vai estar encerrada até ao final do Verão. Tanto que os comerciantes gostariam que a rua assim permanecesse, pelo menos nos meses de Verão. “Toda a gente gostou. Penso que a rua poderia permanecer encerrada ao trânsito, com esta dinâmica”, continua o gerente do Bira dos Namorados, argumentando que dado que a continuação da artéria, junto à Sé, está também fechada “faria sentido dar essa continuação até porque sobem ali muitos turistas em direcção à Praça de S. Paulo e à Capela de Nossa Senhora da Torre”.

Quem aplaude a medida é também a gerente do espaço ‘Alfacinha’ que conta agora com uma esplanada com capacidade para 14 lugares e um “ambiente fantástico”. “A rua está lindíssima. Os turistas adoram o ambiente”, conta ao CM Crisália Simões, referindo que como era uma rua de estacionamento gratuito os empresários “nunca tinham local para estacionar, nem sequer para cargas ou descargas”. A empresária afirma que a dinâmica económica que a acção trouxe a esta rua é inquestionável. “O facto de colocarmos a esplanada já faz toda a diferença nesta altura de Covid. Também as pessoas que têm animais de estimação e que não podiam entrar no estabelecimento, procuram agora este espaço”, diz Crisália Simões, argumentando que finalmente ‘Braga de Portas Abertas’ “ganhou vida”.
A iniciativa permitiu também a Anabela Silva, gerente do ‘Tábuas, Copos & Outras Cenas’ ajudar a recuperar o seu negócio.
Com um estabelecimento de pequenas dimensões, a empresária há muito que reivindicava a colocação de uma esplanada, uma pretensão manifestada também pelos clientes.

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