Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Mosteiro de Tibães representa a “cura corporal e espiritual”
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Mosteiro de Tibães representa a “cura corporal e espiritual”

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Braga

2018-10-21 às 16h43

Redacção

Diálogos propostos pelo Mosteiro de Tibães desafiam oradores a olharem para a arte cristã fora da religiosidade, ligando-a à sua área profissional.

Olhar para a arte cristã para lá da religiosidade foi o mote dos diálogos promovidos pelo Mosteiro de Tibães, assinalando o Dia Nacional dos Bens Culturais da Igreja.
Seis oradores de áreas distintas estiveram no local para falar sobre as peças da arte cristã ou locais do mosteiro, interligando-os à sua área profissional.
Participou Helena Sarmento, médica no Hospital da Senhora da Oliveira, em Guimarães; João Tiago Magalhães, professor de piano; José Carlos Miranda, professor no Centro regional de Braga da Universidade Católica; Paulo Monteiro, director do jornal Correio do Minho; Salete Anjos, jurista, e Teresa Cristina Azevedo, consultora.

Os convidados foram desafiados a escolher um espaço ou uma peça do mosteiro e propor ao grupo que os acompanhava a sua própria visão sobre o mesmo.
Maria de Lurdes Rufino, directora do Mosteiro de São Martinho de Tibães, realça a importância da experiência pessoal que cada visitante tem com o local. “Pretende-se com estes diálogos em torno da arte cristã conhecer os diferentes olhares e perceber como é que cada um que visita o mosteiro se apropria dos espaços ou das peças”.
Os espaços do Mosteiro escolhidos foram a Botica, o Altar e a Sala do Capítulo. A inscrição estampada na sanefa da entrada do Coro, a estátua que representa a justiça que se encontra no sacrário e o órgão localizado na nave da Igreja do Mosteiro foram também dignos de destaque.
A visita guiada começou na entrada que “separa o sagrado do profano” e terminou na Igreja do Mosteiro.

José Carlos Miranda, professor no Centro Regional de Braga da Universidade Católica, escolheu a inscrição da entrada do Coro para apelar a sensibilidade e a atenção aos pormenores quando se visita o local. “O Mosteiro de Tibães é um espaço que tem importância para a identidade colectiva, que permite aprofundar a memória e consequentemente a identidade”, realçou.
Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer lugares que por norma não são abertos ao público e a olhar para as peças para lá da arte cristã ou da história da arte.

Para a médica Helena Sarmento, o Mosteiro representa não apenas um local de cura espiritual como também de cura corporal. “Olhar para um local destes é pensar nas pessoas que por aqui passaram e que buscavam cura. A medicina, tal como a religiosidade, tem a função de curar”, diz a profissional de saúde, que destacou a importância da Botica para os monges beneditinos e para os peregrinos.
Da Botica à Sala do Capítulo, os participantes sentaram-se no local onde se reunia a Congregação de S. Bento de Portugal e da Província do Brasil. Paulo Monteiro, director do jornal Correio do Minho aproveitou a ocasião para lamentar a falta de livros que falem sobre o Mosteiro.
“É pena não haver tanta documentação que conte as histórias dos monges e dos peregrinos”.

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