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Monção: Ana Zanatti apresentar um livro “aberto à diversidade” e “fechado ao preconceito”
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Alto Minho

2017-03-20 às 23h25

Redacção

Biblioteca Municipal de Onção foi palco demais um encontro entre escritores conhecidos e público monçanense.

Auditório bem preenchido, maioritariamente com público feminino, para ouvir a escritora e atriz Ana Zanatti apresentar um livro “aberto à diversidade” e “fechado ao preconceito”.
“O Sexo Inútil” absorve ambos os conceitos. Mas não só. Assume-se também como uma mensagem forte e esperançosa para quem é “diferente” aos olhos da sociedade. Ou como um “instrumento” para esgrimir a favor daquilo que somos. Independentemente do que sejamos.
A história, ou conjunto delas, tem um ponto de partida real. Por um lado, pessoas que, de alguma forma, viveram e enfrentaram situações de intolerância e incompreensão devido à sua orientação sexual. Por outro, jovens com enormes dificuldades em “legitimar” a sua homossexualidade.

Os testemunhos e depoimentos saídos do livro são esclarecedores e confrangedores quanto à interiorização desse facto pelos próprios e à aceitação do mesmo pelos demais. Por muito que tenhamos evoluído, afirma Ana Zanatti, a sociedade ainda não está preparada para acolher com normalidade a efetivação desse sentimento.

Que o diga Joana, estudante de medicina, 21 anos. Jovem que trocou centenas de correios eletrónicos com Ana Zanatti, dando-lhe conta da sua dificuldade em lidar com o preconceito, a indefinição emocional em que vivia constantemente e a incerteza em colocar a nu a sua homossexualidade.

No fundo, Joana foi o empurrão que Ana precisava para passar para o papel uma ideia que geminava há muitos anos. O outro argumento de peso foi a necessidade em ajudar as pessoas a ultrapassarem o medo e o receio que a questão suscita no círculo familiar e profissional.
O livro abre-se a uma imensa minoria para que as mentalidades adquiram um ritmo mais veloz e permitam fazer avanços na percepção e aceitação social da homossexualidade. Afinal, ainda há um longo caminho a percorrer para que, como referiu Ana Zanatti, estejam asseguradas condições de igualdade laborais e sociais a todas as pessoas independentemente da sua orientação sexual.


*** Nota elaborada pelo gabinete de comunicação da C. M. de Monção ***

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