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Molécula IL-6 dá indicação da evolução dos doentes Covid
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Molécula IL-6 dá indicação da evolução dos doentes Covid

“Queria muito que Vítor Oliveira estivesse aqui para ver este golo”

Molécula IL-6  dá indicação da evolução dos doentes Covid

Ensino

2021-02-25 às 08h03

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Um grupo de investigadores do ICVS da Escola de Medicina da Universidade do Minho descobriu que a molécula no sangue IL-6 prevê a evolução dos casos Covid-19.

Um grupo de investigadores da Escola de Medicina da Universidade do Minho descobriu que uma molécula no sangue - a IL-6 - funciona como um biomarcador que pode ajudar a prever de forma precisa a evolução dos doentes com Covid-19 e guiar até o seu tratamento hospitalar.
Ana Frias, investigadora do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde, André Santa Cruz, médico internista no Hospital de Braga e investigador do ICVS e Ricardo Silvestre, investigador do ICVS, fazem parte da equipa que avaliou a capacidade de uma molécula, a IL-6, sinalizar antecipadamente o agravamento da insuficiência respiratória, a consequente necessidade de ventilação mecânica dos doentes ou um desfecho fatal.

A equipa de investigadores da UMinho percebeu que a subida dos níveis desta molécula está associada a uma maior gravidade da doença. “Em fase de pandemia, a utilização de um biomarcador (IL-6) que possa informar se nas 48 horas seguintes o doente vai melhorar ou piorar, pode ser uma ajuda crucial na definição de um nível de cuidados e de vigilância para cada doente, optimizando-se a gestão de recursos hospitalares que é crítica nesta fase”, explica o médico André Santa Cruz.
Através de um teste simples, rápido e barato, é possível medir os níveis de IL-6 e ter resultados no próprio dia.

A IL-6 já tinha sido previamente associada como um marcador de Covid-19, mas a maioria dos estudos prévios fazem a avaliação do doente à entrada do hospital. “Nós fizemos o seguimento durante toda a hospitalização, o que nos permitu, através dos níveis da IL-6, prever o que vai ocorrer”, explica o investigador Ricardo Silvestre, reportando-se ao estudo com 46 pacientes, em que a análise laboratorial conseguiu notar diferenças. “Há doentes que começam logo a melhorar, outros que têm uma fase de agravamento e depois melhoram, e há um conjunto de doentes que piora progressivamente e percebemos que a IL-6 acompanha o curso da infecção ao longo do tempo”, explica André Santa Cruz. “A grande vantagem é que existem fármacos no mercado que podem antagonizar a IL-6, diminuindo essa inflamação excessiva (que cria complicações)”.
A investigação da equipa da UMinho pode vir a ser um importante contributo para uma “utilização eficaz” desse tipo de fármacos no futuro, designadamente ao níveo do tratamento de doentes com Covid-19.

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