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Braga, quinta-feira

Miguel Rodrigues venceu Bienal de Arte Sacra
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Miguel Rodrigues venceu Bienal de Arte Sacra

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Braga

2018-09-05 às 06h00

Miguel Viana

Lianor Gaspar foi a segunda classificada. Na terceira posição ficou Helena Romão. Quadro de D. António Francisco dos Santos, de António Bessa, foi o preferido do público.

Miguel Rodrigues foi o vencedor da I Bienal Internacional de Arte Sacra Contemporânea de Braga. Na segunda posição ficou Lianor Gaspar e Helena Romão alcançou o terceiro lugar.
Miguel Rodrigues participou com as obras ‘Je Suis Ton Fils’ (Eu sou teu filho, em francês) e ‘Entre le Silence des Cordes’ (Entre o Silêncio das Cordas).
O artista recebeu o prémio das mãos do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio.“A obra já passou pela Sé de Braga e espero que haja uma nova edição e que daqui a dois anos possa participar novamente”, disse o artista.

Miguel Rodrigues desejou, ainda, que a “bienal seja um momento em que a igreja se volte a virar para a arte contemporânea , e que sirva de interlocutor, como foi durante toda a sua história, para estar à frente na arte e a acompanhar sempre o motor das tendências artísticas do futuro”, disse o artista numa intervenção muito aplaudida.
A obra ‘Je Suis Ton Fils’ de Miguel Rodrigues inserem-se num conjunto de obras sobre o reinado de D. João iV, sobre o barroco.

O outro trabalho foi feito para ornamentar o Palácio de Santos, em Lisboa, onde funciona a Embaixada de França (o que explica os nomes em francês).
Miguel Rodrigues chegou a estudar Economia em Coimbra, mas cedo se interessou pela escultura, tendo frequentado a Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
A escolha do público recaiu sobre o quadro de D. António Francisco dos Santos (Bispo do Porto), da autoria de António Bessa.

Na entrega do prémio, o mestre recordou o bispo portuense, pedindo que o possa continuar a inspirar nos futuros trabalhos,
O quadro do mestre António Bessa mereceu 89 dos 684 votos do público.
A obra ‘Santíssima Trindade’, de Santiago Belacqua, mereceu 104 votos, mas a mesma não se encontrava a concurso porque o autor integrou a organização da bienal.
A animação musical da gala esteve a cargo da fadista Isa de Castro e da Banda G. A Bienal foi organizada pela associação Arte Violeta e pelo Museu Pio XII.

Bienal de Arte Sacra dá origem a novos projectos da Arquidiocese de Braga

A I Bienal Internacional de Arte Sacra Contemporânea de Braga “abriu o diálogo com os artistas para o futuro”, referiu o cónego José Paulo Abreu, director do Museu Pio XII, que acolheu a exposição, á margem das conferências que marcaram o encerramento da bienal.
Um diálogo que se pode traduzir numa colaboração mais estreita entre a arquidiocese de Braga e os artistas. “A bienal foi muito importante. Primeiro porque nos trouxe muitos artistas e segundo, porque abriu o contacto com os artistas para o futuro. Nesta perspectiva, a bienal foi absolutamente fantástica.Também valeu pela qualidade das obras que estiveram expostas. Tivemos aqui os talentos maiores que neste momento existem”, revelou José Paulo Abreu.

O director do Museu Pio XII adiantou mesmo que “já temos alguns projectos na calha. A nossa ideia agora é começar a ter uma conversa mais assídua, mais próxima, mais palpável com os artistas, implicando-os em novas construções, em novos espaços, em novas criações. De tal forma que o contacto não seja só de dois em dois anos, mas com alguma regularidade”.
Os novos projectos podem passar pelo enriquecimento de edifícios já existentes ou pelo embelezamento de novos espaços.
O cónego José Paulo Abreu defendeu ainda que “alguma mostra que se venha a fazer deste tipo, seja já o corolário de um caminho feito. Esse será o novo projecto que vamos fazer.”
José Paulo Abreu considerou mesmo que “fazia falta esta convocatória aos artistas. Fazia falta este espaço de diálogo e esta abertura.” As conferências abordaram os temas da espiritualidade na arte sacra, a importância da arte em Língua Portuguesa e a arte cristã. “Pretendemos ajudar a perceber a arte religiosa, a esfera do sagrado. É para ajudar as pessoas a entrar neste mundo, que não é tão familiar assim”, explicou o cónego José Paulo Abreu.

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