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Melgaço: “O PNPG é um activo estratégico de Portugal”
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Melgaço: “O PNPG é um activo estratégico de Portugal”

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Melgaço: “O PNPG é um activo estratégico de Portugal”

Alto Minho

2021-05-09 às 10h00

Miguel Viana Miguel Viana

Comemoração dos 50 anos do Parque Nacional da Peneda-Gerês juntou entidades que alertaram para a necessidade da presença humana.

O presidente da Comissão de Cogestão do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), João Manuel Esteves considerou que o parque “é pedra fundamental para o desenvolvimento deste território, da região Norte e do país. É um activo estratégico de Portugal”.
Falando na sessão comemorativa dos 50 anos do PNPG, organizada pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta (ICNF) e que decorreu na Porta de Lamas de Mouro, o também presidente da Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez lembrou que o equilíbrio da única área protegida de Portugal está ameaçado “porque o homem, uma parte fundamental dessa equação está a diminuir, e isso tem que nos preocupar e de centrar a nossa atenção. Se não há pessoas, não há quem cuide, e se não há actividade, não há quem aproveite os recursos e quem contenha os processos de perda de diversidade. A presença de homens e mulheres é o que temos que fazer para a excelência do PNPG”. Um dos caminhos para o futuro passa pela promoção do território, pela sua valorização (através da criação de emprego e de investimentos).
O presidente da Comissão de Cogestão do PNPG apelou ao Governo “para que se criem condições para que haja uma intervenção territorialmente integrada, uma estratégia de eficiência colectiva. É necessário criar uma plataforma de financiamento plurifundos, para que a gente consiga implementar o que pretendemos”.
Em representação dos municípios que compõem o PNPG, o presidente da Câmara Municipal de Melgaço, Manoel Batista, salientou que comemorar 50 anos “é tempo de pensar o futuro, de como vamos cuidar dos que cá vivem e de como podemos atraír mais pessoas. É hora de um novo olhar público sobre o parque da Peneda-Gerês e as populações.”
O presidente do ICNF, Nuno Banza, reconheceu a perda de valor humano. “Nós temos hoje nos territórios menos pessoas. Ter menos pessoas num território como o PNPG é uma perda, tão ou mais grave do que perder biodiversidade. Um território como o PNPG precisa de pessoas que vivam do parque e que ajudem a conservar o parque e o dinamizem”, destacou.
Na sessão de encerramento, o Secretário de Estado da Conservação da Natureza, Florestas e Ordenamento do Território, João Paulo Catarino, elogiou o modelo de cogestão do PNPG. “Este modelo de cogestão é fazer justiça aos residentes e aos eleitos e que os representam. Este modelo tem os autarcas e as instituições de ensino superior que dão conhecimento do território e organizações não governamentais”, destacou o governante. A sessão integrou intervenções de especialistas em ambiente e apresentação de um livro sobre os 50 anos do PNPG.

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