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Médicos dos bastidores que não consultam doentes

Cávado

2019-05-16 às 11h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

É o lado menos visível da medicina. São médicos anátomo-patologistas que vêem tudo menos doentes. Este foi o tema da conferência de ontem no Colégio João Paulo II.

São médicos que não vêem doentes, mas estão nos bastidores, desempenhando um importante papel no exame dos tecidos ou dos órgãos extraídos cirurgicamente.
São os anátomo-patologistas. Uma especialidade quase desconhecida da população em geral e que são uma peça fundamental em todo o processo clínico.
“Nós avaliamos amostras de células e tecidos dos doentes. O trabalho de um patologista é ao microscópio e avaliar a morfologia de células e tecidos”, explicou ontem António Polónia, patologista do IPATIMUP -  - Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto.
Tendo como mote ‘O diagnóstico anátomo-patológico em medicina’, esta conferência proferida por António Polónia encerrou o VI Ciclo de Conferências que decorrem ontem no auditório do Colégio João Paulo II.
“Somos os médicos nos bastidores. Somos médicos mas as pessoas não sabem quem somos”, contou o médico, realçando que o grande impacto da especialidade é na oncologia. “O nosso grande impacto é na área da oncologia em que o diagnóstico final é anátomo-patológico. A biópsia ou a peça final cirúrgica tem um diagnóstico que é anátomo-patológico e não há outra forma de alcançar esse resultado. São médicos a avaliar esse resultado ao microscópio”, explicou António Polónia, acrescentando que há excepções, como é o caso da “biópsia aspirativa que o anátomo-patologista que faz ao doente”.
Para o médico é importante dar visibilidade à especialidade “escondida do olhar dos doentes. Eles saberem que existem mais médicos do que aqueles que conhecem que são os clínicos e os cirurgiões. Pode haver alunos que até gostavam de ser médicos mas não lidam bem com o contacto com os doentes. E isso é possível, ser médico e não ver doentes”.
António Polónia reconhece que “este lado menos visível da medicina coloca alguma dificuldade em recrutar pessoas para a especialidade porque, regra geral, as pessoas vão para medicina porque querem ser clínicos e depois convencê-los que podem vir para laboratório é muito difícil”.

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