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Braga

2019-02-09 às 14h34

Marta Amaral Caldeira

O tema da mastectomia foi levado, ontem, a mais uma Conferência Rosa, na Junta de S. Victor, pela Associação Rosa Vida.

A mastectomia - cirurgia de remoção completa da mama - é cada vez menos usada, graças aos avanços da medicina; mas há ainda muitas mulheres que têm que lidar com esta situação, que muitas vezes as impedem de levar a vida como até aqui. Mas o importante ‘é dar a volta’ e foi essa a mensagem passada, ontem, em mais uma conferência Rosa Vida.
O tema da mastectomia foi, ontem, levado a mais uma das Conferências Rosa - uma iniciativa que está a ser dinamizadoapela Associação Rosa Vida, na Junta de Freguesia de S. Victor, com o objectivo foi esclarecer dúvidas e e mitos sobre o processo a quem já passou ou contactou com a problemática muito relacionada com a doença oncológica.

“Felizmente que a mastectomia cada vez se usa menos, comparando com 10/15 anos atrás, optando-se antes por uma cirurgia conservadora, em que só se remove o tumor e uma área de segurança à volta, mas infelizmente nem sempre é possível”, indicou a enfermeira especialista Miléne Costa, da Consulta Externa de Ginecologia/Senologia do Hospital de Braga, que conduziu esta palestra.
“A mastectomia é sempre uma mutilação, que afecta sempre a parte psíquica mas tentamos fazer sempre a reabilitação da pessoa para que consiga chegar ao patamar da aceitação e consiga viver com uma mastectomia mas feliz”, referiu.

A enfermeira explicou que sempre que é preciso recorrer à mastectomia há todo um trabalho a realizar: desde o pré-operatória em que se prepara o utente em termos psíquicos e físicos para a cirurgia e no pós-operatório iniciam-se imediatamente alguns cuidados de exercícios com o braço, sempre com ‘peso e medida’, num processo geridos entre equipa médica e utente. “O objectivo é que o utentes esteja bem esclarecido para que tudo corra bem”.
A cirurgia reconstrutiva pode ser feita no momento da mastectomia, mas sem sempre é possível. Mas trata-se de um processo “que exige muito dos utentes no pós-operatório também”.
Cristina Silva, que numa palpação detectou o problema na mama e teve que enfrentar a mastectomia diz que “a vida muda para sempre”. “É um processo doloroso, que é muito importante esclarecer tudo e estas conferências ajudam precisamente a isso”. “Penso que quem passa por estes problema deveria ter mais apoio a nível económico, por exemplo, a baixa deveria cobrir o ordenado”, apontou.

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