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Mariana Machado de bronze nos Europeus

Desporto

2019-12-09 às 13h00

Redacção Redacção

Bracarense conquistou o terceiro lugar no escalão júnior do Campeonato da Europa de Corta-Mato, que se realizou em Lisboa.

A Guerreira do Minho, Mariana Machado, conquistou ontem a medalha de bronze nos europeus de corta-mato e assumiu que se deixou levar pela emoção nos metros finais da prova que decorreu em Lisboa.
“Tenho de admitir que fui para a frente levada pela emoção. Queria chegar em primeiro e sentir o público a chamar por mim. Deixei-me levar pela emoção e pelo ambiente. Quando as outras atletas atacaram, ressenti--me, as pernas estavam cansadas, e os últimos metros foram com o coração”, disse a atleta lusa, que chegou a liderar a prova no Parque da Bela Vista.
Ainda assim, a jovem atleta de 19 anos, mostrou-se muito contente pelo resultado alcançado e garantiu que é consequência de muito trabalho. “Não vou mentir, estava à espera de medalha. Estava em boa forma para a conseguir e foi a de bronze. Gostava de ter conseguido ouro ou prata, mas é mesmo assim. Estou satisfeita, porque consegui o meu grande objectivo, que era conseguir uma medalha. Foi uma medalha para a qual lutei muito e treinei bastante”, afirmou.
Sobre o percurso bastante acidentado e pesado, depois de uma noite de chuva na capital, Mariana Machado revelou que não é o seu tipo de terreno preferido, mas tirou vantagem da preparação específica que fez. “Sou uma atleta mais rápida, mais de pista e assumo que ter conhecimento do percurso foi uma vantagem, pois pude treinar para este tipo de percurso e fizemos muito trabalho técnico”, referiu.
Sobre o futuro, a filha de Albertina Machado, antiga atleta lusa, diz que levar uma medalha dos Europeus de corta-mato é um “incentivo” e pediu mais apoio aos clubes.
“Qualquer medalha é um incentivo, porque sabemos o quão difícil é conseguir este resultado e o quanto temos de trabalhar diariamente. Eu sei que os portugueses não sabem isso, mas a verdade é que trabalhamos muito, e para ganhar uma medalha destas temos de treinar muito, abdicar da vida pessoal, social e familiar. É preciso mais apoio dos clubes”, concluiu a também estudante de medicina, depois de assumir que tem sido “difícil” conciliar a vida académica com a carreira no atletismo.

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