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Marcelo Rebelo de Sousa promulga classificação de Sistelo como Monumento Nacional
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Marcelo Rebelo de Sousa promulga classificação de Sistelo como Monumento Nacional

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Alto Minho

2017-12-30 às 06h00

Redacção

O Presidente da República promulgou na quinta-feira à noite a classificação como Monumento Nacional da paisagem cultural da aldeia de Sistelo, em Arcos de Valdevez, considerado o ‘pequeno Tibete português’. O diploma foi promulgado por Marcelo Rebelo de Sousa a partir do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, onde se encontra depois de uma cirurgia a uma hérnia umbilical. A classificação foi aprovada num Conselho de Ministros de 7 de Dezembro que fixou “restrições para a protecção e salvaguarda da aldeia de Sistelo e paisagem envolvente”.

O Presidente da República promulgou na quinta-feira à noite a classificação como Monumento Nacional da paisagem cultural da aldeia de Sistelo, em Arcos de Valdevez, considerado o ‘pequeno Tibete português’.
O diploma foi promulgado por Marcelo Rebelo de Sousa a partir do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, onde se encontra depois de uma cirurgia a uma hérnia umbilical.

A classificação foi aprovada num Conselho de Ministros de 7 de Dezembro que fixou “restrições para a protecção e salvaguarda da aldeia de Sistelo e paisagem envolvente”.
“A decisão do Conselho de Ministros representa o culminar de um processo que reiniciamos em 2015, mas também o reconhecimento da excelência, da monumentalidade, da maravilha e do trabalho de gerações. É um grande orgulho para todos nós e para todas as gentes de Sistelo espalhadas pelo mundo”, afirmou então o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez.

Segundo João Manuel Esteves, esta foi “a primeira paisagem do país a ser classificada como Monumento Nacional”, título atribuído até então a património edificado.
Encaixada no fundo de um vale, situado às portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), a aldeia de Sistelo integra a Rede Natura.
Os socalcos verdes, junto ao rio Vez, representativos “da relação que o homem desenvolveu com a natureza e a forma como a moldou”, as casas típicas, os moinhos e os espigueiros são “marcas de um passado com centenas de anos”.

O processo de classificação começou, em 2015, com a apresentação da candidatura, pela Câmara e pela Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN), à Direcção Geral do Património Cultural (DGPC), que o remeteu para Secção do Património Arquitectónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura, tendo sido aprovada por unanimidade.

A abertura do processo de classificação foi publicada em Diário da República, em Dezembro de 2015, como forma de “preservar e valorizar” os socalcos de produção agrícola, “únicos no país”.
Em Maio, a proposta foi formalizada pela DGPC ao Ministério da Cultura e fundamentada num parecer da Secção do Património Arquitectónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura.

A área agora classificada, segundo o diploma, “abrange um alargado espaço de inigualável qualidade ambiental e natural, vizinho do único parque nacional do país, o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), portador de um notável património etnográfico e histórico, marcado por centenas de anos de ocupação humana que moldaram a paisagem, com destaque para os singulares e excepcionais socalcos de produção agrícola, únicos no país, e que valeram já a Sistelo uma outra classificação informal, a de pequeno Tibete português”.

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