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Manuais para combater desperdício alimentar

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Manuais para combater desperdício alimentar

Nacional

2021-10-02 às 10h14

Redacção Redacção

Eurodeputada patrocina versão portuguesa do material promovido pela FAO, em parceria com o Ministério da Agricultura. Tratam-se de manuais que têm o seu foco na prevenção do desperdício alimentar.

A eurodeputrada Isabel Estrada Carvalhais tomou a iniciativa de promover a edição portuguesa dos dossiers da FAO (Organização para a Alimentação e Agricultura) cujo objectivo é combater o desperdício alimentar.
Assim, acaba de ser lançado em Portugal um conjunto de materiais didácticos direccionados às crianças e jovens, com vista a um trabalho mais efectivo sobre a redução do desperdício alimentar.
Esta iniciativa da eurodeputada minhota decorre no âmbito da Aliança Parlamentar Europeia contra a Fome e a Desnutrição, da qual é membro.

Estes manuais têm o seu foco na importância da prevenção do desperdício e inserem-se no que se pode designar por iniciativas de sensibilização para os impactos sociais, económicos e ambientais negativos do desperdício de alimentos, e de orientação sobre como evitar este desperdício. São manuais que têm como público alvo as crianças e os jovens, com mensagens atractivas e adaptadas às várias classes etárias, e que serão ferramentas para ajudar as novas gerações a serem parte activa na construção de sistemas alimentares mais equilibrados, mais sustentáveis e muito mais justos.
Em comunicado, Isabel Estrada Carvalhais afirma acreditar nos resultados desta acção, pois no seu entendimento “a cidadania tem de assentar em valores humanistas, de partilha, de solidariedade, de empatia para com o outro e para com a natureza, e isso tem de ser trabalhado desde cedo, desde a infância”.

Na UE, cerca de 20% dos alimentos produzidos são perdidos ou desperdiçados, com as famílias a gerarem mais da metade deste total de resíduos alimentares. Este desperdício representa um custo económico associado de cerca de 143 mil milhões de euros por ano. Para além destes custos imediatos, há outros custos elevadíssimos que todos pagamos enquanto sociedade.
“No que diz respeito ao meu trabalho, enquanto membro da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, o cerne da minha acção tem-se situado muito nas questões da sustentabilidade da produção agrícola”, refere a deputada que sublinha o esforço acrescido que haverá do lado da produção agrícola no sentido de uma transição para sistemas de produção mais equilibrados e mais sustentáveis. Mas, tal como faz questão de chamar à atenção, olhar apenas para o papel da produção, por si só, não produzirá a mudança necessária, porque a complexidade dos sistemas alimentares exige que haja uma abordagem holística e coordenada”, refere a eurodeputada.

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