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Mais uma “machadada” na restauração que espera ter retoma em 2022
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Mais uma “machadada” na restauração que espera ter retoma em 2022

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Mais uma “machadada” na restauração que espera ter retoma em 2022

Economia

2020-12-28 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

União de Restaurantes do Minho e Associação Comercial de Braga reivindicam apoios mais efectivos ao sector da restauração. Empresários antevêem 2021 tão duro como 2020.

A última do ano de 2020 “será mais uma noite negra” para a restauração. Tiago Carvalho, presidente da comissão instaladora da União de Restaurantes do Minho (URMinho), não tem dúvidas em antever com encerrará o ano num dos sectores mais castigados pela pandemia Covid-19.
A oposição às restrições impostas pelo Governo ao funcionamento dos restaurantes no derradeiro dia do ano e nos dias 1, 2 e 3 de Janeiro é unânime entre os empresários do sector e das associações que os representam.
Criada em meados de Novembro a partir da União de Restaurantes de Braga de Apoio ao Covid (URBAC), a URMinho contesta as limitações impostas para a quadra do Ano Novo, alegando o seu líder que “fechar às 22.30 horas não é ter restaurante aberto”.

Da parte da Associação Comercial de Braga (ACB), os horários de funcionamento fixados para a restauração naqueles quatro dias “correspondem a mais uma ‘machadada’ na sustentabilidade dos negócios dos restaurantes, num ano atípico e extremamente difícil”. Rui Marques, o director-geral da ACB, acrescenta que “a compensação prevista através do programa ‘Apoiar Restauração’ é pouco mais do que uma esmola”, que “não cobre, de maneira nenhuma, as significativas perdas de receitas do sector”.

O Governo anunciou o alargamento dos apoios destinados aos restaurantes de forma a incluir as perdas relativas à próxima passagem de ano, mas o presidente da comissão instaladora da URMinho alega que as compensações atribuídas a fins-de-semana com horários de abertura limitados são calculadas em função da facturação de um ano atípico como o actual, com quebra de clientes acentuada. “Teria de ter em conta um ano normal, o período homólogo”, defende este empresário, lembrando que “ a noite de passagem de ano representava para muitos restaurantes a facturação de uma semana inteira”.

No actual quadro de restrições impostas à restauração para conter a pandemia, o secretário-geral da ACB afirma que “é fundamental que no novo ano o Governo prossiga políticas económicas e sanitárias que não ostracizem o sector, valorizando a sua importante função social e o enorme esforço de adaptação e resiliência que os operadores têm demonstrado ao longo desta crise epidémica”.
Tiago Carvalho entende, por seu lado, serem urgentes “medidas estruturadas para salvar postos de trabalho”, antevendo que “o primeiro trimestre de 2021 será muito complicado”, poderá mesmo “ser catastrófico”.

Explica que se os meses de Janeiro e Fevereiro já são “muito difíceis para a restauração”, com o actual contexto ainda mais, já que “não houve Dezembro para criar receita com os jantares de Natal e de passagem de ano”.
São vários os empresários do sector em Braga que apontam quebras de facturação não abaixo dos 80% nos meses de Novembro e Dezembro, o que acentuou o acumular de prejuízos de um ano para esquecer.
“Tirando o o lay-off, poucas medidas chegaram ao sector”, lamenta o presidente da comissão instaladora da URMinho, entidade que conta com mais de uma centena de sócios fundadores e prossegue a angariação de mais em Braga e noutros concelhos da região.
Embora confiante num retoma na Primavera ou Verão do próximo ano, Tiago Carvalho antevê um “2021 tão duro como 2020”, apelando à resiliência dos empresários da restauração “para fazer das tripas coração”, na esperança de que “2022 será o ano de retoma e da recuperação dos postos de trabalho que se perderam”.

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