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Braga

2010-10-28 às 06h00

Redacção

A professora da Universidade Fernando Pessoa, Madalena Oliveira, foi a oradora convidada para ministrar a palestra que aconteceu ontem, no Colégio 7 Fontes, sobre o tema da violência no namoro. O objectivo era sensibilizar os adolescentes.

O auditório do Colégio 7 Fontes foi ontem palco da palestra ‘Violência no Namoro: comportamentos e atitudes’, conduzido pela professora Madalena Oliveira, da Universidade Fernando Pessoa.
O público-alvo da conferência foram os estudantes do ensino secundário. Pretende-se, segundo a oradora, “sensibiliza-los para este tema. É importante denunciar estes caso para se ter noção que direitos é que existem”.
A violência no namoro acontece quando, numa relação amorosa, um dos parceiros ameaça ou utiliza intencionalmente a força física, o poder ou o controlo sobre outra pessoa, com o objectivo de obter o que deseja, causando-lhe prejuízo ou sofrimento físico, psicológico ou sexual. Madalena Oliveira aprofunda estes pontos: “quando falamos de violência física, falamos de uma bofetada, um empurrão. Na psicológica ou emocional, o perpetrador utiliza o gritar, o insultar ou o difamar com o intuito de criar alguma intimidação. Quanto à violência sexual, não se trata só de violação. O que acontece, nestes casos, é que existe uma “exposição a comportamentos sexuais que não são legitimados pelas vítimas, neste caso os adolescentes”.
Estima-se que entre 20 e 30% dos jovens já tenham vivido situações de violência em relacionamentos de namoro. Entre os jovens adultos, esta percentagem sobe para os 50%. E o que pode ser feito para reduzir estes números? Madalena Oliveira
responde à questão: “campanhas de sensibilização para pais e filhos. Está provado que os jovens que assistem a violência familiar têm uma forte probabilidade de replicar estes comportamentos”. E acrescenta: “é importante desmistificar, por exemplo, a máxima do ‘entre marido e mulher não se mete a colher’, ou a ideia que o álcool ou as drogas são os principais potenciadores da violência”.
Para a investigadora, que tem trabalhado nesta área, esta temática tem importância fulcral e não tem sido abordada convenientemente. Aliás, o primeiro estudo em Portugal sobre o problema da violência no namoro surgiu no ano de 2003, conduzido pela Universidade do Minho.

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