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Braga

2016-05-12 às 07h58

Marta Amaral Caldeira

Os vestígios das origens da Senhora da Abadia remontam até ao período do calcolítico. Mas há também vestígios do período romano, do suevo e visigótico e mais tarde do monoquismo com os monges beneditinos. Pagãos ou cristãos, todos prestaram sempre veneração à ‘Senhora do Monte’ - Senhora da Abadia. É esta a incursão que Adelino Domingues, professor de Português aposentado e jornalista de paixão, faz na sua mais recente obra, que intitulou de ‘Senhora do Monte’ - onde faz precisamente como diz o subtítulo “uma viagem às origens da Senhora da Abadia’.

Os vestígios das origens da Senhora da Abadia remontam até ao período do calcolítico. Mas há também vestígios do período romano, do suevo e visigótico e mais tarde do monoquismo com os monges beneditinos. Pagãos ou cristãos, todos prestaram sempre veneração à ‘Senhora do Monte’ - Senhora da Abadia.

É esta a incursão que Adelino Domingues, professor de Português aposentado e jornalista de paixão, faz na sua mais recente obra, que intitulou de ‘Senhora do Monte’ - onde faz precisamente como diz o subtítulo “uma viagem às origens da Senhora da Abadia’.
O autor esteve ontem na Escola Secundária Alberto Sampaio a apresentar a obra, que o autor ofereceu à Confraria de Nossa Senhora da Abadia, com o objectivo de reverter as receitas resultantes da sua venda a favor do restauro do santuário.

“Esta viagem às origens da Senhora da Abadia é muito complicada. Parte do cónego Arlindo - um cónego da Sé de Braga que foi um grande professor de Português e que era uma referência para todos os professores de Português - que foi precisamente um apaixonado pela Nossa Senhora da Abadia e ele escrever um livro sobre ela, só que em vez de o situar após Cister (séc. XII, XIV), faz o contrário, situa-o na parte clássica e eu tentei agora aprofundá-lo e ir buscar outros meandros que não eram ainda claros”, referiu Adelino Domingues.

O autor lembrou, a propósito, que demorou mais de 20 anos de estudo a descobrir a trajectória dos búrios. “Foi precisamente no último congresso de Ponte da Barca que encontrei uma referência, através de um médico que estudou o ADN dos celtas e que descobriu esta tribo e fiz esta ligação - que penso no entanto que é uma área que deve ser devidamente aprofundada pelos grandes universitários e investigadores, porque os vestígios estão lá no chão e é preciso estudá-los”, advertiu o estudioso.

“O Outeiro de S. Miguel (uma saliência na serrania do Monte de Bouro), depois do último incêndio de Verão, está pejado de tégula, imbrex e dolium - que são consideradas espécies de argila romana, era preciso fazer uma grande escavação e é preciso movimentar as universidades de outra forma”, alerta Adelino Domingues. O professor aposentado e e autor aproveita esta obra para “espicaçar” outros a avançar com a investigação.

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