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Livro resgata benfeitores do Bom Jesus que a cidade esqueceu

Braga

2019-09-15 às 12h00

Paula Maia Paula Maia

Manoel Rebello da Costa, D. Jerónimo José da Costa Rebello e os comendadores Joaquim José da Cos-ta Rebello e José Narcizo da Costa Rebello são as principais figuras retratada por Alexandra Castro.

Foi através do resgate de pedaços da sua história, percorrendo as linhas genealógicas da sua própria família, que Alexandra Maria Ferreira Braga de Sousa Louro Pereira de Castro trouxe à actualidade os vultos dos séculos XVIII e XIX cujos nomes estão ligados à história da cidade e, mais concretamente, ao Bom Jesus de Braga, pelo papel que desempenharam enquanto zeladores e, sobretudo, benfeitores do santuário.
‘Grandes Vultos de Braga dos Séculos XVIII e XIX’ é o nome do livro que a autora apresentou ontem e que rende homenagem a várias figuras da sua família, com destaque para Manoel Rebelo da Costa, D.Jerónimo José da Costa Rebello e os comendadores Joaquim José da Costa Rebello e José Narcizo da Costa Rebello, personalidades cuja história e percurso de vida se cruzaram com a história do próprio santuário, tendo contribuído de forma decisiva para a edificação do Bom?Jesus tal como o conhecemos hoje.
Ao longo de 250 páginas, a autora expõe o papel relevante que estas figuras tiveram no desenvolvimento da cidade, através das suas várias instituições.
“Manoel Rebello da Costa foi o segundo maior benfeitor do Bom?Jesus, logo a seguir ao arcebispo Rodrigo Moura Teles. As grandes obras do santuário foram custeadas por ele que deu avultadas somas de dinheiro, obras que terminaram com o Terreiro dos Evangelistas”, revela Alexandra Pereira de Castro que editou o livro em Abril, longe de imaginar que pouco tempo depois o Bom Jesus seria classificado como Património da Humanidade. “No fundo estou a resgar personagens que estavam esquecidas, que a cidade acabou por desprezar”, afirma a propósito.
D. Jerónimo José da Costa Rebello é outra das figuras em destaque nesta publicação que conta com o prefácio de Artur Anselmo Pereira de Castro. Bispo do Porto, D. Jerónimo teve também um papel relevante no desenvolvimento do Bom Jesus. Além de irmão benfeitor, foi juiz do santuário.
O nome do comendador Joaquim José da Costa Rebello ficou também ligado ao Bom Jesus, assim como à cidade de Braga, pelas várias doações efectuadas.
Joaquim Narcizo da Costa Rebello é outra das principais figuras resgatadas neste livro pelo seu papel na cidade e a sua ligação ao Bom Jesus como benfeitor.
“Aquilo que hoje conhecemos do Bom Jesus deve-se muito a estes homens”, adianta a autora da obra que rende, desta forma, homenagem a estes obreiros.
Apesar de não estar presente na cerimónia de apresentação da obra, o arcebispo de Braga, através de uma mensagem apresentada pelo do vice-presidente da Confraria do Bom?Jesus, Varico Pereira, destacou o papel relevante desta obra, devendo as figuras nela abordadas servir de exemplo para todos os bracarenses “não a nível particular, mas como membros de um grupo de pessoas que ao longo de gerações tudo fizerem para elevar esta cidade e este santuário”.
“Considero que são uma inspiração para todos, para valorizar a cidade e para dar continuidade ao trabalho que eles, e outros antepassados também nossos, deram para o seu desenvolvimento”, continua o prelado.

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