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Lista B ao Conselho Geral apoia recandidatura do actual reitor
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Lista B ao Conselho Geral apoia recandidatura do actual reitor

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Lista B ao Conselho Geral apoia recandidatura do actual reitor

Ensino

2021-03-08 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Duas listas de docentes e investigadores da Universidade do Minho concorrem às eleições para o Conselho Geral. Lista B defende continuidade do reitor Rui Vieira de Castro.

Liderada por Luís Amaral e tendo como mandatário Nuno Sousa, a lista ‘Afirmar a Universidade, Valorizar as Pessoas, Ganhar o Futuro!’, uma das duas candidatas às eleições de 17 de Março para o Conselho Geral da Universidade, em representação do pessoal docente e investigador, apoia explicitamente a recandidadura do actual reitor, Rui Vieira de Castro, a um novo mandato.
“Este movimento de subscritores desta lista ao Conselho Geral acredita que o professor Rui Vieira de Castro é a pessoa certa para liderar este projecto”, afirma o mandatário da lista B, cujo programa reconhece “os avanços conseguidos na afirmação da Universidade do Minho no panorama do ensino superior e da investigação em Portugal”.
Os candidatos e subscritores da lista dão nota também dos “esforços feitos no sentido da internacionalização, reflectidos no alargamento das parcerias de cooperação internacional e no número de estudantes estrangeiros que a Universidade do Minho tem sido capaz de atrair”.

No entanto, não ignoram “os desafios, amplificados pela actual pandemia, que a digitalização global coloca ao ensino e investigação”, assim como a “persistência de problemas no funcionamento da instituição, como os que decorrem dos bloqueios internos associados à excessiva burocratização e opacidade de alguns dos procedimentos”.
O programa dos apoiantes do actual reitor, que concorrem contra a lista ‘Todos UM: Sentir e Renovar a Universidade’, liderada por Tiago Miranda, assumem que “as universidades públicas debatem-se com um problema de subfinanciamento crónico, dependendo a sua actividade em larga medida da sua capacidade de geração de receitas próprias. No caso da Universidade Minho, relevam que “as transferências do Orçamento de Estado correspondem a cerca de 40% do orçamento da instituição, o que significa que essas transferências cobrem pouco mais de 60% dos custos salariais fixos”, situação que “agrava fortemente a competitividade da Universidade”.
A lista B regista que “continua a verificar-se a falta de visibilidade ou capacidade da actividade de lobbying junto das agências de financiamento regionais, nacionais e internacionais”, pelo que propõem “um programa de captação de financiamento filantrópico e condições para a captação de grandes projectos europeus e de estudantes estrangeiros, incluindo o recurso à actividade de lobbying junto de entidades estratégicas nacionais e internacionais, incluindo a Comissão Europeia”.

Defende esta candidatura ao Conselho Geral que a Universide do Minho “deve consolidar-se como um polo de inovação na área da saúde, com capacidade para envolver a sociedade na prestação de cuidados de saúde, na aplicação do conhecimento científico emergente e na promoção da literacia em saúde”, reforçando parcerias existentes como o Centro de Medicina Digital P5 e o Centro Clínico Académico. Por outro lado, “a Universidade do Minho deve alavancar novos desafios artísticos e projectos de criação que sejam inclusivos, universais, promovendo a criatividade e a inovação”.
Ao nível da gestão de pessoal, “a renovação e a qualificação dos recursos humanos é actualmente um enorme desafio, a que a anterior equipa reitoral não conseguiu dar uma resposta suficiente, apesar de a ter assumido como prioritária”.
Lê-se no programa da lista B de docentes e investigadores que “a necessidade da renovação, que já se evidenciava há quatro anos, tornou-se agora ainda mais premente dado o significativo envelhecimento do corpo docente”.
Exemplifica-se que a média da idade dos docentes da Universidade Minho é actualmente de 54 anos, prevendo-se uma taxa de aposentações de cerca de 20% até 2025.

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