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Língua: Mais de 250 alunos de português na Galiza já aplicam o acordo ortográfico
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Língua: Mais de 250 alunos de português na Galiza já aplicam o acordo ortográfico

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Nacional

2010-03-31 às 12h06

Lusa

Cerca de 20 por cento dos professores que ensinam português na Galiza, num universo de cerca de 250 alunos, já aplicam o acordo ortográfico na sua formação, segundo dados disponibilizados à Lusa pelo Instituto Camões nesta região espanhola.

Cerca de 20 por cento dos professores que ensinam português na Galiza, num universo de cerca de 250 alunos, já aplicam o acordo ortográfico na sua formação, segundo dados disponibilizados à Lusa pelo Instituto Camões nesta região espanhola.

Samuel Rego, responsável do IC na Galiza, explicou à Lusa que a maioria dos professores, muitos deles galegos, já declarou interesse em aplicar também o acordo nas suas aulas sendo que, prefere, antes disso ter alguma formação específica.

'Os professores que tiveram mais algum contacto com o Brasil, por diversos motivos, foram os primeiros a começar a aplicar o acordo de forma regular, porque no Brasil o acordo já é aplicado há um ano', explicou Rego.

Ainda assim, e desde fevereiro, todos os cursos dados pelo Instituto Camões aplicam o acordo ortográfico.

'Além disso distribuímos material didático de apoio à docência em português com a aplicação do acordo e estamos a preparar ciclo formativo que vai decorrer em três sítios diferentes da Galiza e que reunirá os professores que desenvolvem actividade com o português na região', explicou.

Atualmente na Galiza há cerca de 70 professores a ensinar português, nas três universidades galegas, no nível secundário e nas escolas de idiomas, de vertente mais profissional.

Cerca de 500 alunos estão nas universidades, 800 no secundário e 900 nas escolas de idiomas, um sinal do crescente interesse em Espanha pela aprendizagem do português, especialmente na sua vertente mais profissional ou de fortalecimento de currículo.

Além do aumento de alunos nos cursos das escolas oficiais de idiomas e nas universidades, o próprio Instituto Camões tem registado níveis recorde de participação nos cursos que ministra.

É um aspeto positivo, porque 'demonstra a necessidade real destes alunos virem a utilizar a língua portuguesa como uma ferramenta e instrumento essencial de acesso ao mercado laboral', como explicou Samuel Rego.

Samuel Rego explica que a decisão de avançar com a implementação do acordo se insere nos esforços para consolidar o lobby para a introdução do português como língua estrangeira na Galiza. Já assim foi reconhecido na Extremadura espanhola.

'A grande virtude do acordo é que além de promover a formação constitui um momento único para pôr a língua portuguesa na agenda política espanhola, de instituições e autonomias em relação ao crescimento e reforço da língua portuguesa como língua estrangeira em Espanha', explicou.

'É mais fácil se for demonstrado que a língua é tendencialmente mais uniformizada com a aplicação do acordo que já está vigente no Brasil desde janeiro', recordou.

'Desaparece o dilema do aluno se inscrever num curso com norma de português de padrão europeu, ou de padrão brasileiro', disse.

'Torna a língua portuguesa mais global. Com o acordo, é a primeira vez que se trabalha com oito países, de forma totalmente horizontal. Os países que ratificaram o acordo de forma independente e chegar a este consenso demonstram maturidade em termos democráticos, que nunca existiu', sublinhou.

O futuro da língua portuguesa está em debate em Brasília numa conferência internacional, que começou a 25 de março e termona hoje, dia de um conselho dos chefes da diplomacia da CPLP, que vão discutir as conclusões produzidas no encontro.


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

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