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Alto Minho

2017-09-11 às 06h00

Isabel Vilhena

Cerca de 800 pessoas desfilaram ontem, pelas ruas de Ponte de Lima, dando a conhecer a história da vila mais antiga de Portugal. Este ano o Cortejo Histórico das Feiras Novas recordou ‘Crenças, Lendas e Narrativas… Visitas Régias a Ponte de Lima’. Ana Machado, presidente da Associação Concelhia das Feiras Novas, frisa a importância do cortejo histórico e do tema escolhido este ano que dá a conhecer as visitas régias. “Tivemos nove reis que passaram por Ponte de Lima. O cortejo retrata a história das visitas reais à época, com todos os trajes adequados, bem como algumas lendas e crenças que existem no concelho de Ponte de Lima”.

Cerca de 800 pessoas desfilaram ontem, pelas ruas de Ponte de Lima, dando a conhecer a história da vila mais antiga de Portugal. Este ano o Cortejo Histórico das Feiras Novas recordou ‘Crenças, Lendas e Narrativas… Visitas Régias a Ponte de Lima’.
Ana Machado, presidente da Associação Concelhia das Feiras Novas, frisa a importância do cortejo histórico e do tema escolhido este ano que dá a conhecer as visitas régias. “Tivemos nove reis que passaram por Ponte de Lima. O cortejo retrata a história das visitas reais à época, com todos os trajes adequados, bem como algumas lendas e crenças que existem no concelho de Ponte de Lima”.

Ana Machado realça o rigor histórico do cortejo, asseverando que “todos os factos, lendas e crenças retratadas no desfile foram, devidamente, estudados pelo historiador Miguel Franco que imaginou um cortejo com todas as lendas explicadas nos quadros e nas personagens que os integraram”.
A presidente da Associação das Feiras Novas sublinha ainda o carácter pedagógico do cortejo. “Isto é história. É extremamente pedagógico para os limianos e para quem assiste ao cortejo, saber como é que as coisas aconteciam, os hábitos e costumes. Foi tudo tratado ao pormenor”, garantiu.

Os doze quadros foram representados por grupos de teatro, populares que se inscrevem, associações e parceiros das Feiras Novas. “A integração no cortejo histórico das Feiras Novas representa uma experiência inesquecível e uma forma de participação activa na história das Feiras Novas”, realça Ana Machado.
A visita de D. Henrique e Dona Teresa à vila da Correlhã, em 1097, marcou a abertura do cortejo.

Seguiu-se o quadro de D. Afonso Henriques o ‘Fundador’ (1134-1140). Apesar de não existir nenhuma referência explícita à presença de D. Afonso Henriques em Ponte de Lima, é muito possível que nas inúmeras investidas na Galiza, o primeiro Rei de Portugal possa ter passado na vila. Desta eventual passagem de D. Afonso Henriques por terras limianas, ficou a lenda da Cabração.

A passagem de Afonso III ‘O Bolonhês’ - 1248 e a sua corte em Ponte de Lima foram também retratadas, com rigor, no cortejo. As visitas régias seguiram-se com D. João I - Mestre de Avis (1385); D. Afonso V ‘O Africano’ (1462); D. Manuel I ‘ O Venturoso (1502) e da sua passagem ficou na memória colectiva das gentes locais a lenda do ‘Galgo Preto’; D. José de Bragança (1756); Rei D. Luís (1872); e o Príncipe Real D. Luís Filipe (1901).

Feiras Novas de Ponte de Lima ultrapassam meio milhão de pessoas

As Feiras Novas de Ponte de Lima atraíram mais de 600 mil pessoas, ultrapassando a fasquia do ano passado. A convicção de Victor Mendes, presidente da Câmara de Ponte de Lima, que faz um “balanço amplamente positivo. Cumprimos com todos os quadros previstos, com muita gente a assistir. Só na quarta-feira superou todas as expectativas. Tivemos muita gente que veio a Ponte de Lima dar início às festas”.

Victor Mendes salientou a singularidade destes eventos que são alavancas fundamentais para o turismo. “São eventos únicos e têm permitido atrair muita gente a Ponte de Lima. Hoje temos, cada vez mais, turistas a visitar e querer viver em Ponte de Lima, fruto da dinâmica destes eventos. Quem tem a oportunidade de vir, pela primeira vez, as Feiras Novas, raramente deixa de vir noutras oportunidades”.

O edil limiano realçou o cortejo histórico como um dos pontos altos das Feiras Novas, “onde damos a conhecera história de Ponte de Lima nas várias vertentes. É sempre uma oportunidade, não apenas para os limianos, mas aqueles que nos visitam que ficar a conhecer aquilo que faz parte da nossa tradição, da nossa cultura e da nossa história que tem quase nove séculos, tendo em conta que esta era uma das grandes vias para a vizinha Galiza”.

As festas terminam hoje com o dia consagrado às solenidades em honra de Nossa Senhora das Dores, padroeira das festas, tendo como ponto alto a procissão em honra de Nossa Senhora das Dores, com figurado alegórico, confrarias, Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima e associações locais, que irá percorrer as principais ruas do centro histórico de Ponte de Lima.

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