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Ligeiro aumento de alunos “é sinal positivo” e segurança é a grande prioridade
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Ligeiro aumento de alunos “é sinal positivo” e segurança é a grande prioridade

Entrevistas

2020-09-08 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Está tudo a postos para o arranque do novo ano lectivo 2020/21 no Agrupamento de Escolas Sá de Miranda. A directora, Antonieta Silva, diz que todos os esforços estão a ser feitos no planeamento para “salvaguardar a máxima segurança”.

É com um “ligeiro aumento” de alunos no ensino pré-escolar e no terceiro ciclo que o Agrupamento de Escolas Sá de Miranda arranca dentro de dias o próximo ano lectivo 2020/21. Os desafios são muitos, tendo em conta o combate à pandemia da Covid-19, mas Antonieta Silva, directora do agrupamento, diz que tudo está a ser preparado para garantir “o máximo de segurança” à comunidade educativa.
Ao todo serão 2220 os alunos que vão frequentar o Agrupamento de Escolas Sá de Miranda este ano lectivo. Antonieta Silva aponta para um ligeiro acréscimo do número de alunos, na ordem dos 2/3 por cento. “São sinais positivos que já vemos e pela primeira vez desde a última crise económica, que teve repercussões graves ao nível da maternidade. Neste momento já notamos um aumento, embora que, ainda muito ligeiro, que se irá reflectir muito lentamente nos próximos anos”, disse.

A directora aponta para a “sobreposição” da organização do próximo ano lectivo com a realização de exames, para além de um conjunto de professores estar também a classificar exames - é um erro estratégico que nós não conseguimos debelar porque são calendários que nos são impostos e que retira professores a uma parte muito importante para nós que é o planeamento”.
Seja como for e com os recursos disponíveis, o Agrupamento de escolas Sá de Miranda está a preparar o novo ano lectivo tendo como orientação a Covid-19 e as reuniões têm inclusivamente decorrido via online, tal como a lição inaugural, que teve como convidada de honra a eurodeputada Isabel Estrada Carvalhais, por videoconferência.
Porque o trabalho de “reflexão” é muito e é importante o debate e partilha de ideias, sobretudo entre professores das mesmas áreas disciplinares, Antonieta Silva indica que muitas destas reuniões preliminares vão realizar-se em sistema presencial.

“Consideramos que temos as condições necessárias na escola e nas reuniões que ultrapassem os 30 professores, nunca arriscaremos, e essas serão sempre em formato digital”, garante.
“Já temos o número de alunos definido e temos noção dos nossos espaços, quer na secundária, quer na EB 2,3 de Palmeira e estamos a fazer o melhor possível no sentido de salvaguardar a máxima segurança”, frisou a directora do Agrupamento Sá de Miranda, indicando que a escola secundária já tem uma grande mais-valia com as mesas individuais para cada aluno.

“É uma vantagem para nós porque fomenta já algum distanciamento social entre alunos”, afirmou a responsável, indicando, todavia, que em Palmeira a situação não é a mesma, mas que foi possível criar uma nova organização da sala de aula, com o apoio de algum equipamento da secundária, conseguindo-se que cada mesa dupla só venha a estar ocupada por um aluno apenas.
Este é um planeamento que está a ser ultimado e cada sala terá uma ‘planta’ específica, de forma a que os alunos se sentem sempre nos mesmos lugares.

“Não sendo possível para as escolas reduzir o número de alunos por turma e também porque as salas não são elásticas, estamos a conseguir fazer este tipo de organização e penso que é algo que é positivo neste arranque de ano lectivo, tendo em conta as contingências a que estamos sujeitos”. Nas salas em que há equipamentos que se partilham, como é o caso das aulas de informática, estão a ser colocados novos computadores para não haja necessidade de estarem dois alunos para um computador”.

Escola está a ser preparada para todos os cenários possíveis

As aulas vão começar às 8 da manhã. Esta é uma das grandes mudanças que o Agrupamento de Escolas Sá de Miranda preparou para o novo ano lectivo 2020/21. Mas não só. A aposta faz-se também na vertente da coadjuvação na sala de aula nas disciplinas de Português, Matemática e Inglês, a higienização dos espaços será uma constante e haverá regras de circulação num só sentido dentro da escola.
São muitas as alterações que estão previstas, mas “imprescindíveis” para garantir máximo de segurança possível dentro da escola, sublinha a directora Antonieta Silva, apontando para uma “sobrecarga” de todos os que fazem parte da comunidade escolar, designadamente dos funcionários, cujo rácio não corresponde às necessidades.

“A escola vai começar a funcionar a partir das 8 da manhã para o 10.º ano e para uma parte significativa dos 11.º ano de escolaridade. Às 8.20 horas começam as turmas do ensino básico e o 12.º ano, uma parte do 11.º ano e o ensino profissional passam a ter aulas à tarde. O objectivo é só um: diminuir a pressão do número de alunos na escola”.
Apontando como maior problema “os momentos de circulação”, a directora do Agrupamento Sá de Miranda indica que a estratégia é ter ‘turnos’ de manhã e de tarde com salas vazias como forma de prevenção e de garantir uma maior eficácia ao nível da higienização. “Queríamos ter conseguido um sala a cada turma, teria sido o ideal, mas não é possível, pelo que há salas que terão que ser higienizadas à mudança de cada professor”, disse a responsável, indicando que os funcionários são poucos e, por isso, muitas vezes essa será uma tarefa que será também incumbida aos próprios docentes.
Antonieta Silva diz que todos os cenários possíveis estão a ser equacionados para garantir o ano lectivo dentro da escola, mas há outros planos desenhados caso venha a ser necessário.

Balanço positivo ao 3.º período e sem registo de casos Covid-19

A directora do Agrupamento de Escolas Sá de Miranda traça um ‘balanço positivo’ ao 3.º período do passado ano lectivo, garantindo que, no geral, “correu muito bem”. “Dos alunos e professores que regressaram à escola a partir de 18 de Maio não houve nenhum caso tenha ficado em casa por desconfiança de Covid-19”, afirmou Antonieta Silva.
“O ensino à distância correu muito bem, mas também sabemos todos que não há possibilidade de substituir em pleno a actividade docente e a relação professor/aluno no ensino à distância. Esta foi, apenas, a via possível para continuarmos a trabalhar com os nossos alunos, que no final já começavam a revelar cansaço da metodologia”, disse a directora, apontando para o papel da escola enquanto espaço maior de socialização.

Projectos cancelados, suspensos e adiados serão analisados caso a caso

Há vários projectos do Agrupamento de Escola Sá de Miranda que deverão ser cancelados, suspensos ou adiados, devido às contingências provocadas pela Covid-19 no seio escolar. A directora Antonieta Silva diz, no entanto, que neste momento tudo é ainda “muito precoce” e que cada projecto será avaliado e equacionado na altura, mas alunos e professores já sabem que não poderão realizar viagens fora da escola.
“Estávamos a apostar muito nos projectos externos, inclusive na formação em contexto de trabalho dos cursos profissionais a decorrer no estrangeiro - o que seria uma experiência extremamente enriquecera para os nossos alunos - alguns até iriam à Grécia, mas tivemos que cancelar”, indicou a responsável, apontando que apenas será possível esse cenário àqueles que terminaram o 12.º ano de escolaridade. “Os projectos de interacção com a comunidade terão que ser analisados caso a caso como é o caso da Mostra de Teatro Escolar, que ainda vamos avaliar”.

Dentro da escola
Circulação de alunos pela ala direita e intervalos desfasados

É precisamente com o objectivo de evitar cruzamento de alunos nos momentos de circulação como os intervalos entre aulas, que o Agrupamento Sá de Miranda está também a desenhar novas regras de circulação. Os alunos deverão circular pela direita nos corredores e sempre no mesmo sentido. Os espaços de intervalo serão desfasados, de forma a evitar a concentração de todos os alunos ao mesmo tempo num mesmo local. Porque os espaços cobertos são limitados para as necessidades, sobretudo em época de chuva, haverá intervalos a fazer-se dentro da sala de aula e as turmas revezar-se-ão no acesso ao espaço exterior.

No 1.º e 2.º ciclos
Aposta na coadjuvação na Matemática, Português e Inglês

Este ano será amplamente reforçada a coadjuvação em contexto de sala de aula para as disciplinas estruturantes do 1.º e 2.º ciclos ao nível do Português, Inglês e Matemática. Essa coadjuvação de um professor extra apoiar o professor titular é feito com o intuito de reforçar o processo de aprendizagens.
A modalidade já era utilizada no 1.º ciclo e agora vai ser ampliada.

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