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Braga, quarta-feira

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Ligações de comboio a Braga reduzidas aos serviços mínimos

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Braga

2018-03-13 às 06h00

Isabel Vilhena

Greve dos trabalhadores das Infraestruturas de Portugal deixou ontem comboios a 25%. As ligações a Braga não foram excepção, onde foram garantidos apenas os serviços mínimos.

A greve de ontem dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) teve um impacto forte na circulação de comboios, que ficou reduzida aos serviços mínimos de 25% decretados pelo tribunal arbitral, concentrados nas horas de ponta.
A Estação de Braga não foi excepção, onde estiveram garantidos apenas os serviços mínimos.
Foram poucos os comboios a circular, deixando a maioria dos utentes sem as habituais ligações.

Liliana Machado era das poucas sentadas nos bancos junto à linha de comboio. Cliente habitual, ainda tinha esperança de conseguir ligação para Couto Cambezes. Estou a ver se apanho o das 15.34. Já podia estar em casa. É um transtorno muito grande. À espera do último comboio para a Aguda, em Vila Nova de Gaia, Márcia Moreira, aguardava ansiosamente, pois caso não chegasse, teria de arranjar alternativa.
Os números da adesão à paralisação divulgados pela IP e pelos sindicatos do sector são muito divergentes, mas o balanço feito pela CP confirma que os utentes tiveram apenas ao seu dispôr os comboios que se realizaram ao abrigo dos serviços mínimos.
Fonte da CP Comboios de Portugal disse à agência Lusa que foram foram suprimidos 792 comboios entre as 00:00 e as 18 horas devido à greve.

Num dia normal teriam circulado, até entre a meia-noite e as 18 horas, 1.027 comboios, mas devido à greve dos trabalhadores da IP realizaram-se 235, afirmou a mesma fonte.
O coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, José Manuel Oliveira, também disse à Lusa que só se realizaram os serviços mínimos, que no sector ferroviário teve uma adesão superior a 90%.
No sector rodoviário a situação foi idêntica, com serviços encerrados ou a meio gás, mas foram mais visíveis os efeitos da greve na circulação ferroviária.

A IP emitiu durante a tarde um comunicado em que afirmava, com base em dados recolhidos até às 13 horas, que a paralisação teve uma taxa global de adesão na ordem dos 14%, sendo de 26 % na área da circulação ferroviária.
A IP referiu ainda que está em curso um processo de negociação colectiva com vista à harmonização dos vários regimes laborais em vigor nas empresas do grupo IP.
José Manuel Oliveira explicou que a paralisação foi convocada, porque os trabalhadores das empresas do grupo IP não têm qualquer aumento desde 2009 e consideram que não podem esperar pelo final da negociação do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT).
Os sindicatos reivindicam um aumento imediato na ordem dos 4%, que garanta um mínimo de 40 euros a cada trabalhador.

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