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“Contestação pública” pode ser solução
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“Contestação pública” pode ser solução

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Cávado

2010-03-02 às 06h00

Vera Batista Martins Vera Batista Martins

O município de Esposende continua à espera de uma proposta do Governo no que toca ao “regime de isenção” para utilizadores locais da A28, quando a via for portajada.

Passados dois meses da última reunião com o ministro das Obras Públicas, os autarcas que se insurgiram contra a introdução de portagens, como é o caso da A28 em Esposende, continuam à espera de uma ‘luz ao fundo do túnel”.
De acordo com João Cepa, presidente da Câmara Municipal de Esposende, “a decisão de introdução de portagens já está tomada e é irreversível”. Esta foi, pelo menos, a certeza com que ficaram os autarcas, depois do encontro com o ministro das Obras Públicas.

Contudo, o ministério mostrou-se “disponível para discutir um eventual regime de isenção para o trânsito local” mas, até agora, “ninguém disse mais nada”, garantiu aos jornalistas o autarca João Cepa, à margem da apresentação da iniciativa ‘Março com Sabores do Mar’, que arrancou ontem em Esposende.

“Ficaram de nos chamar a Lisboa para discutirmos as possibilidades mas até agora não sabemos mais nada”, acrescentou Cepa, lembrando que, entretanto, “foi enviado um fax ao secretário de Estado a perguntar qual o ponto de situação”.

Machadada no progresso

Segundo o edil, a introdução de portagens vai “afectar o turismo pois o acesso mais rápido ao concelho vai passar a ser portajado”, sendo mesmo “uma ma-chadada no desenvolvimento destes concelhos”. “Há uma grande determinação por parte do Governo no que toca às portagens”, reafirmou João Cepa, explicando que o que o preocupa são os utilizadores frequentes da A28, “que vão todos os dias para o Porto ou para Viana do Castelo”.

Neste momento, “a única possibilidade do Governo rever esta decisão é se houver uma contestação pública, não tanto dos autarcas mas da sociedade civil que deve movimentar-se e mostrar a sua indignação”, considerou.

A introdução de portagens na A28 “é uma grande injustiça porque nós estamos perante uma via construída há 13 anos e não se pode agora mudar as regras do jogo e condicionar a vida das pessoas e a vida das empresas”, realçou o mesmo responsável político, recordando que “houve pessoas que condicionaram a sua vida pessoal em função da existência desta via e houve empresas que se estabeleceram em Esposende porque a A28 permite ligações rápidas ao aeroporto, ao porto de Leixões, ao porto de Viana do Castelo”.

Mas, porque ‘a esperança é a última a morrer’, João Cepa assegurou que fará tudo o que estiver ao seu alcance para evitar a introdução de portagens, sendo para isso “fundamental que as populações mostrem a sua indignação”, até porque “nunca tivemos, num passado recente, um assunto tão unânime como este: contra a introdução de portagens na A28”, justificou.

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