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Cávado

2020-04-01 às 11h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Seminário da Silva, também em Barcelos, recebeu ontem os utentes do Centro de Apoio e Solidariedade da Pousa (CASP). Para o presidente da direcção, Joaquim Pereira, este é “o pior momento” da sua vida, receando pela vida de todos.

“É a coisa mais triste e o pior momento da minha vida”. Foi este o desabafo do presidente do Centro de Apoio e Solidariedade da Pousa (CASP), em Barcelos, ao ver as instalações completamente vazias, enquanto esperada, ontem à tarde, pela equipa de desinfecção. Visivelmente emocionado, Joaquim Pereira receia pela vida dos utentes e não tem ideia de quando tudo vai voltar à normalidade.
Numa acção concertada entre a Câmara Municipal de Barcelos, as autoridades de saúde e a Segurança Social e a Protecção civil Distrital, foram deslocados 18 utentes não infectados com a Covid-19 para o Seminário da Silva, também no concelho de Barcelos.
Ainda de acordo com a nota enviada pela autarquia barcelense, estes “utentes foram sujeitos a testes, cujo resultado deverá ser conhecido brevemente”.
Entretanto, informa ainda o mesmo documento, “cinco utentes infectados foram internados no Hospital de Barcelos”.
Para o presidente da instituição todo este processo “é assustador”, porque se trata de “uma guerra terrível e ainda não sabe quem vai ganhar”.
Completamente emocionado, o presidente lamenta tudo o que está a acontecer com todos os utentes e colaboradores. “Temos idosos que estão muito bem mentalmente e está a ser terrível para eles”, confidenciou Joaquim Pereira, acreditando que “é impossível as pessoas estarem tranquilas”. E o presidente foi mais longe: “os nossos velhinhos sentem muito, porque conhecem as pessoas há muitos anos, e estão a sentir muito tudo o que se está a passar”.
A equipa de desinfecção chegou já passava das 17 horas. “Depois de desinfectadas todas as instalações do centro social, ficarão prontas a voltar a acolher todos os utentes, logo que sejam conhecidos os resultados. Os utentes infectados também poderão voltar ao centro social, mas isolados numa ala previamente preparada para o efeito, de acordo com as orientações das autoridades de saúde”, acrescenta a nota enviada pelo Município de Barcelos.
A situação está, por isso, contida, “sendo que a Segurança Social vai complementar o quadro de funcionários da instituição, uma vez que a maior parte está de quarentena”, garantiu o município.
De destacar que na passada, segunda-feira, foram feitos testes de despistagem a todos os utentes e funcionários.
Entretanto, o Município de Barcelos está a apelar para a formação de uma bolsa de voluntários para suprirem as carências de pessoal na área dos cuidados aos idosos. Estes recursos ficarão sob alçada da Segurança Social.

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