Correio do Minho

Braga, segunda-feira

- +
Lar de Cerveira monta ‘minifábrica’ de máscaras para ocupar idosos
Covid-19, o vírus que paralisou o país e adiou os sonhos de muitos casais

Lar de Cerveira monta ‘minifábrica’ de máscaras para ocupar idosos

Unidade de rastreio instalada no Multiusos de Guimarães

Lar de Cerveira monta ‘minifábrica’ de máscaras para ocupar idosos

Alto Minho

2020-03-21 às 14h44

Redacção Redacção

Sala de Estar da instituição está transformada numa linha de produção de máscaras, material de protecção que é hoje muito escasso. Produção destina-se aos cera de 50 funcionários da instituição.

O Lar Maria Luísa, em Vila Nova de Cerveira, transformou uma sala de estar numa linha de produção de máscaras, montando uma ‘minifábrica’ daqueles artigos de protecção individual, por escassearem no mercado e para ocupar os 70 idosos.
“Já produzimos 30 e o objectivo é chegar às 100 máscaras. A produção destina-se aos cerca de 50 funcionários da instituição. Decidimos começar a fazer as nossas próprias máscaras porque estamos a ter dificuldade em comprá-las. Além da escassez, confrontamo-nos com a consequente subida de preços”, explicou ontem à Lusa a directora técnica da instituição, Mara Rebelo.
As máscaras, em tecido, reutilizáveis, são “todas diferentes umas das outras” por serem “decoradas pelos idosos com os mais diversos motivos, desde corações a flores”.

“Tínhamos uma peça de teatro prevista para o dia 26, mas foi cancelada. Com os tecidos que nos tinham oferecido para o guarda-roupa da peça decidimos começar a fazer as nossas próprias máscaras de protecção”, explicou a responsável.
As visitas a lares da região Norte foram suspensas no dia 7 de Março para conter a propagação do novo coronavírus em Portugal.

A animadora do lar, da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, “percebe de costura” e passou a orientar a “linha de produção”, ocupando os idosos de “forma lúdica e divertida”.
“Neste momento, estamos a fazer só para os funcionários. Queremos dar duas máscaras a cada um, mas temos recebido pedidos de várias pessoas”.
Mara Rebelo adiantou que a instituição “comprava cada máscara descartável por 25 cêntimos”, mas desde o início da pandemia covid-19 “os preços dispararam para mais de dois euros, dois euros e meio a unidade”.

A directora da instituição apontou a mesma dificuldade na aquisição de luvas e gel desinfectante, apesar de o lar ainda ter deste material em ‘stock’ e que tem de ser bem gerido.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, infectou mais de 250 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 10.400 morreram.
Das pessoas infetadas, mais de 89.000 recuperaram da doença.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 182 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho