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Lar da Pousa retoma normalidade

Cávado

2020-04-08 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Depois de um fim-de-semana complicado no lar de idosos do Centro de Apoio e Solidariedade da Pousa (CASP), agora tudo voltou à normalidade. Várias entidades reuniram e definiram um plano até 15 de Abril. Enfermeira é agora a interlocutora.

Para acabar com uma “espécie de desnorte” que aconteceu nos últimos 15 dias, foi criado um plano, até ao próximo dia 15 de Abril, para gerir o lar de idosos do Centro de Apoio e Solidariedade da Pousa (CASP). A medida foi avançada ontem pelo presidente da Câmara Municipal de Barcelos, depois do fim-de-semana ter sido “um caos”.
O presidente da Câmara Municipal de Barcelos, que falava ontem durante uma conferência de imprensa por videoconferência, adiantou que três utentes do CASP continuam internados no hospital com Covid-19, sendo que os restantes regressaram à instituição na passada sexta-feira, tendo o lar retomado o funcionamento normal anteontem.

O lar da Pousa está a funcionar com elementos da Cruz Vermelha Portuguesa, sendo que o trabalho está a ser coordenado por uma enfermeira, destacada pelo Banco de Voluntários da Segurança Social. “Há medida que regressarem os colaboradores da instituição (uns estão infectados, outros estão em isolamento profiláctico e há ainda alguns colaboradores que estão de baixa para assistência aos filhos) vão substituindo os técnicos que estão lá agora”, informou o autarca.
Miguel Costa Gomes explicou que a medida foi tomada, anteontem, após uma reunião conjunta com a Protecção Civil, a vereadora da Acção Social, dois vice-presidentes e o presidente da Assembleia Geral do CASP, o director da Segurança Social, a delegada de saúde, o director do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Cávado III e a Cruz Vermelha Portuguesa.

“Na reunião gizamos um plano para acabar com uma espécie de desnorte que aconteceu na gestão do lar da Pousa. Ficou uma enfermeira como responsável-pivot, que está lá dentro, e faz a ponte com as entidades. Este foi o modelo que se arranjou para travar um problema grave que estava a pôr em risco a vida dos utentes do lar”, justificou o presidente, referindo que “aquilo que deveria ter sido uma operação serena e pacífica, acabou por não o ser e houve vários problemas durante o fim-de-semana”.

“Não montamos centro de testes porque não há testes para fazer”

Questionado sobre se Barcelos ia ter um centro de testes à Covid-19, o presidente da Câmara Municipal de Barcelos foi peremptório: “não montamos centros de testes porque não há testes para fazer”.
Miguel Costa Gomes, que falava durante a conferência de imprensa realizada ontem através de videoconferência, admitiu que “cada município tem a sua estratégia”, confessando que “não vale a pena montar coisas só para aparecer uma fotografia nos jornais”. Para o autarca “não faz sentido montar estruturas no espaço público, que depois não correspondam à expectativa que vai sendo criada, porque não funcionam já que não há testes, não há o reagente ou a zaragatoa”.

À medida das necessidades e solicitações das autoridades, assegurou o presidente, “a autarquia de Barcelos vai respondendo ao que é preciso”.
O autarca garantiu que “há problemas que o município não tem quaisquer responsabilidades”, admitindo que as câmaras municipais estão no ‘fim de linha’ de todo este processo. “Temos que ser práticos e pragmáticos e em sintonia e articulação com as autoridades de saúde estamos a trabalhar dentro do que é necessário e possível”, defendeu.

Barcelos tem 109 casos positivos de Covid-19, mas são muitos os casos sintomáticos que aguardam pela realização dos testes. Uma informação confirmada pelo autarca, que espera que este prazo venha a ser reduzido com a chegada dos testes. “Falei com o Secretário de Estado da Saúde que me deu a garantia que os testes vão começar a ser distribuídos ainda esta semana. Por isso, temos expectativa que isso aconteça e o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Cávado III tem tudo preparado para começar a fazer os testes nos lares a todos os colaboradores e aos idosos que tenham sintomas”, informou Miguel Costa Gomes.

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