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Lagar de Azeite de Recovelas ajuda a atrair pessoas para Ribeiros
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Lagar de Azeite de Recovelas ajuda a atrair pessoas para Ribeiros

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Lagar de Azeite de Recovelas ajuda a atrair pessoas para Ribeiros

Vale do Ave

2021-10-14 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

Estrutura datada do século XIX foi transformada na Casa da Memória da freguesia de Ribeiros e tem como finalidade divulgar a freguesia e as respectivas tradições.

Os presidentes da Câmara Municipal de Fafe, Raúl Cunha, e da Junta de Freguesia de Ribeiros, José Novais, inauguraram ontem a Casa da Memória - Engenho de Recovelas. Trata-se de um antigo largar de azeite, que agora foi transformado em espaço museuológico.
Num discurso emocionado, por se tratar de uma das últimas intervenções feitas na qualidade de presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raúl Cunha frisou que a Casa da Memória - Engenho de Recovelas é muito importante para a população de Ribeiros, já que está inserida “numa estratégia da Junta de Freguesia de contrariar o esvaziamento demográfico. Com este lagar, Ribeiros torna-se mais conhecido e mais atraente”, disse Raúl Cunha.
Atracção essa que, segundo o autarca fafense, também é potenciada pela “concretização do loteamento a construir nas proximidades com a finalidade de fixar as pessoas. Esse loteamento está na fase de acerto burocrático”.
O autarca encerrou o discurso referindo que a Casa da Memória - Engenho de Recovelas é um exemplo de conservação do património e lançou um desafio aos estudantes de todo o concelho de Fafe, para que conheçam o património local. “Os nossos alunos seguramente irão aproveitar para conhecer este espaço. Devia fazer parte dos curriculos (plano de estudos) de todos os alunos do concelho, visitar o que temos aqui, este engenho, em Golães (o Museu da Palha), em Silvares (o Museu da Educação), o moinho de Aboim. Temos de valorizar o que é nosso. Se queremos que os nossos vizinhos e as pessoas de outras nacionalidades visitem estes espaços, temos de começar por promovê-los dentro do nosso concelho”, considerou Raúl Cunha.
O presidente da Junta de Freguesia de Ribeiros, lembrou que a Casa da Memória - Engenho de Recovelas nasceu uma vontade própria e do desejo da população de Ribeiros. “A Casa da Memória é muito querida dos ribeirenses, porque muitas gerações passaram por aqui (enquanto o lagar funcionou)”, disse José Novais.
Durante muitos anos o lagar produziu azeite de uma forma tradicional e “trabalhava 24 sobre 24 horas entre os meses de Outubro a Janeiro do ano seguinte. A maior parte da produção destinava-se a ser usada na culinária, na iluminação das lamparinas, para o fabrico de sabão e para os mosteiros, como o de S. Torcato (em Guimarães)”, lembrou José Novais. Até mesmo os mais novos apreciavam ir ao moinho. “Havia uma escola aqui perto e os alunos vinham para aqui aquecer-se nos intervalos. Depois o lagareiro tinha de os correr para a escola porque eles não queriam sair daqui”, explicou José Novais.
Além de réplicas dos utensílios usados na produção de azeite, a Casa da Memória dispõe também de um placard interactivo sobre as tradições da freguesia.
“O objectivo de tudo isto é ajudar a divulgar Ribeiros. Faz parte da estratégia de divulgação da freguesia para trazer mais pessoas para cá”, acrescentou José Novais.
O processo de recuperação do lagar foi da responsabilidade do arqueólogo João Machado, que explicou aos presentes na inauguração, todo o processo de laboração dos vários aparelhos artesanais.
Na inauguração foi distribuido o livro ‘Lagar de Azeite de Recovelas - Ribeiros’, onde consta uma introdução histórica, o processo de utilização da água, explicações sobre o edifício e engenhos, a produção de azeite e várias fotografias.
A aquisição do lagar e a obra de recuperação implicaram um investimento de 70 mil euros.
O edifício é composto por dois pisos. No de cima, era recebida e armazenada a azeitona. No piso inferior decorria todo o processo de fabrico: moagem, prensagem e decantação. O lagar pode ser visitado pelo publico, pelos hóspedes das Casa de Turismo de Habitação ou por agendamento.

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