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Braga

2018-08-14 às 06h00

Paula Maia

Primeiro semestre de 2018 não conseguiu manter o nível de crescimento do ano anterior, muito por culpa do tempo. Verão veio trazer outro ritmo no volume de vendas.

O primeiro semestre de 2018 não correu como o desejado para os comerciantes bracarenses. “Muito por culpa do tempo”, justifica o director-geral da Associação Comercial de Braga. “Estes primeiros oito meses estão a ser ‘puxados’ por estes dois últimos, Julho e Agosto”, confirma Rui Marques, revelando que o primeiro semestre de 2018 não esteve ao nível das expectativas dos comerciantes. “Não se conseguiu manter o nível de crescimento que vínhamos a registar. Julho e Agosto tem ajudado bastante quer pelo aumento significativo de pessoas nas ruas, resultado do aumento do fluxo de turismo, mas também pela melhoria das condições climatéricas”, afirma Rui Marques, confirmando que o bom tempo tem sido um bom aliado do comércio de rua.

Apesar das contingências, o director-geral da ACB acredita que é possível “chegar ao final do ano com crescimento face ao ano anterior”.
Os sectores da hotelaria e da restauração continuam a ser os mais ‘pujantes’, beneficiando do maior fluxo de visitantes, mas o director-geral da ACB garante que tem sido feito um grande esforço por parte das empresas de comércio a retalho no sentido de encontrarem estratégias que lhes permitam beneficiar do aumento da procura turística, admitindo, no entanto, que, neste sector “vão-se produzindo resultados de forma mais lenta até pelas limitações que hoje as pessoas têm na forma como viajam: em períodos curtos, com pouca bagagem, pouco espaço para levarem compras, muitas vezes em voos low cost”. E continua: “os turistas compram, sobretudo, produtos alimentares, recordações, souvenirs, mas entrar naquilo que é a maior oferta que temos, ligada à indústria da moda ou da electrónica, regista um ritmo diferente”.

Mas, de uma coisa que Rui Marques não têm dúvidas: Braga continua na moda. E os turistas surgem cada vez mais de pontos distintos do globo. “Os turistas dos países mais próximos têm um peso muito significativo no nosso turismo. Estamos a falar de Espanha, França, Itália, Mas, vemos cada vez mais turistas de pontos mais longínquos, nomeadamente dos países asiáticos, Médio Oriente, Austrália, dos EUA e do Canadá e muito de brasileiros. O turista brasileiro está a crescer a um ritmo incrível em todo o país, mas em Braga também e com a particularidade do perfil deste turista de ser hoje diferente, com mais poder de compra e que por norma ficam alojados por períodos mais alongados.

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