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Jovens desafiados a “acrescentar valores” à nossa economia
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Jovens desafiados a “acrescentar valores” à nossa economia

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Jovens desafiados a “acrescentar valores” à nossa economia

Ensino

2019-10-11 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

UMinho acolheu ontem uma mesa redonda sobre ‘Sentimento Europeu’, integrada nas Jornadas de Engenharia e Gestão Industrial. Tiago Corais, André Coelho Lima e Nuno Reis foram os convidados.

Porque a migração é uma “resposta necessária”, tal como o aumento da natalidade, o papel dos jovens é fundamental. Para isso, é necessário “mudar hábitos” e “equilibrar a família e o trabalho”. Aos desafios lançados ontem na mesa redonda sobre ‘Sentimento Europeu’, integrada na Jornadas de Engenharia e Gestão Industrial da Universidade do Minho (UMinho), em Guimarães, Tiago Corais, André Coelho Lima e Nuno Reis deixaram ainda o repto aos estudantes: “acreditem nas vossas capacidades, sejam transformadores e diferenciadores e acrescentem valores à nossa economia”.

Brexit, Erasmus, migração e natalidade foram alguns dos temas debatidos por Tiago Corais, city councillor pela Câmara de Oxford pelo Partido Trabalhista britânico, André Coelho Lima, cabeça de lista do PSD por Braga nas últimas legislativas e eleito deputado da Assembleia da República, e Nuno Reis, presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM).
Questionados se a migração seria a solução para o envelhecimento da população, Tiago Corais começou por alertar que “é preciso respeitar as culturas, logo a integração tem que ser feita dos dois lados”. Por outro lado, continuou o city councillor “é preciso mudar hábitos”.

Também André Coelho Lima alertou para o facto de “haver mais gente a beneficiar da reforma do que a fazer descontos e o sistema vai estourar”. A solução? “Ter mais filhos ou a migração, será por aí o reequilíbrio”. E o eleito deputado colo- cou ‘o dedo na ferida’: “não temos filhos por não ter dinheiro, mas porque nos aburguesamos e, sei do que falo porque tenho quatro filhos. Hoje não se tem mais filhos por questões financeiras. Como é que era antigamente? Hoje é que priorizamos o conforto e a ideia de que nunca dá e mais tarde pagam-se milhares às clínicas de reprodução”. André Coelho Lima foi mais longe: “hoje a sociedade coloca os filhos num pedestal, não se pode dar tudo aos filhos, por isso, é que pesa a questão financeira e o egoísmo”.
Perante a realidade, o eleito deputado é peremptório: “a migração é uma resposta necessária”.

Também o presidente da AAUM acredita que a “a migração será um remédio para o problema da falta de natalidade, por isso, mas é preciso encontrar soluções”, defendendo que “a grande transformação social só vai acontecer quando se aceitar as culturas sem extremos”.
Outro dos temas debatidos pelos convidados durante a mesa redonda foi perceber as razões e implicações que o Brexit terá na Europa. E Tiago Corais assumiu, de imediato, que “é impossível implementar o Brexit, já que a Irlanda torna isso impossível”, lamentando que ainda não haja um plano. Se o acordo do Brexit existir, continuou Tiago Corais, para além das questões económicas passam a haver também restrições à entrada das pessoas.

Para André Coelho Lima, o Brexit é “como um casamento”. E as consequências do acordo, “para além de perder a Irlanda do Norte e a Escócia logo a seguir, vai-se ganhar taxas alfandegárias e isso dirá muito à economia portuguesa, porque se passa a ter mobilidade de pessoas limitada”. E André Coelho Lima constatou: “vamos passar a ter as mesmas dificuldades que temos para ir aos EUA. É mais chato, mas faz-se e se eles querem não vamos ser nós que os vamos impedir de sair da UE”.
Já Nuno Reis lembrou que o Reino Unido ficou de fora de dois grandes projectos europeus: o acordo de Schengen e a moeda única, por isso “não é de estranhar a sua saída”. Do ponto de vista económico, continuou o estudante, “vai trazer outros problemas para o próximo quadro comunitário”. Depois terá efeitos políticos, porque “os países que dão mais na UE podem também começar a querer sair”.

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