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Braga

2017-07-16 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

BRAGA vai acolher o projecto Search Portugal que vai permitir a aproximação de pessoas com necessidades educativas especiais no mercado de trabalho. Trata-se de um exemplo de boas práticas apresentado ontem no I Fórum Luso-Brasileiro sobre Autismo e Problemáticas da Deficiência, que decorreu no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa.

Destina-se a jovens entre os 18 e os 25 anos e visa, sobretudo, promover a aproximação de pessoas com necessidades educativas especiais ao mercado de trabalho.

Trata-se de um programa inovador em Portugal que Braga vai acolher, em parceria com o Grupo Jerónimo Martins, a partir de Setembro onde irá empregar entre 8 a 12 jovens na superfície comercial do Recheio.

Este projecto de âmbito internacional começou há duas décadas nos EUA com evidências científicas como promotor das competências de empregabilidade em pessoas com necessidades especiais que proporciona um modelo de transição escolar para o contexto laboral, combinando a capacitação em competências pessoais, relacionais e laborais, em contexto real de trabalho.
O Project Search Portugal foi um dos projectos apresentados ontem no I Fórum Luso Brasileiro - Autismo e Problemas de Deficiência como uma das boas práticas no trabalho com jovens com necessidades especiais, nomeadamente com perturbações de espectro autista.

Na apresentação do projecto Search Portugal - o quarto a ser implementado na Europa -, Fernando Barbosa da Cooperativa Focus, afirmou que “a taxa de empregabilidade é de 73 por cento. Em dez crianças, sete ficam a trabalhar nos locais de trabalho onde fazem essa aquisição de competências”.
Neste intercâmbio de conhecimentos e boas práticas entre os os dois países, foram ainda apresentados projectos inovadores como o ‘Zeca’ da Universidade do Minho; a Musicoterapia: impacto no processo de desenvolvimento em jovens autistas da Universidade Lusíada de Lisboa ou da Cadela Mel vai à escola da CASPAE. Já a Universidade Federal de S. Carlos, no Brasil, apresentou o projecto da Inclusão pela Música.

Para o presidente da Associação para a Inclusão e Apoio ao Autista (AIA), Eduardo Ribeiro, “este fórum é uma excelente oportunidade de partilha de boas práticas e de projectos de investigação nesta área”.

Presente na sessão de abertura do Fórum Luso- Brasileiro, que decorreu no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, a vereadora da Câmara Municipal de Braga, Sameiro Araújo, falou da necessidade da inclusão numa “sociedade que tem que se preparar definitivamente para lidar coma diversidade humana”. A vereadora reforçou a ideia que “a sociedade inclusiva tem como objectivo principal oferecer oportunidades iguais para que cada pessoa seja autónoma e auto-determinada”. Contudo, salientou que a “nossa sociedade ainda não é totalmente inclusiva. É nosso dever fornecer mecanismos para que todos possam ser incluídos”, apresentando como exemplo a colaboração que o município de Braga tem vindo a estabelecer com diversas instituições para tentar colmatar as dificuldades que vão surgindo. O exemplo mais recente é o apoio prestado aos pais na ocupação dos seus filhos nos períodos de férias escolares ao incluir meninos com necessidades especiais nos programas de férias.

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