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João Neves: “É preciso alinhar políticas com as necessidades das empresas”
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Economia

2019-02-14 às 06h00

Redacção

De visita ao vale do Ave, o secretário de Estado da Economia defendeu ser preciso “alinhar os instrumentos públicos” com as necessidades das empresas. João Neves esteve em Vizela, Fafe e Guimarães.

O secretário de Estado da Economia alertou ontem ser preciso “alinhar os instrumentos públicos” com as necessidades das empresas e elogiou o sector têxtil pela “capacidade de adaptação” e por estar a ser capaz de procurar novos mercados.
Em declarações à agência Lusa, em Guimarães, à margem de um dia dedicado ao sector têxtil com visitas a empresas e instituições, João Neves mostrou-se “muito confiante” em relação ao futuro das empresas nacionais, sem deixar de referir “sinais de alerta”, como o abrandamento do crescimento económico em países tradicionalmente importadores da indústria portuguesa.
“A globalização é isto. Ter a capacidade de ter mercado em todo o mundo, mas também ter concorrentes em todo o mundo. O que nós temos é que ser capazes de perceber, empresas e Estado, as mudanças e encontrar caminho para o futuro”, apontou o governante.

Questionado sobre as políticas do Governo para o sector têxtil e as empresas, João Neves alertou para a necessidade de se trabalhar em conjunto.
“O Governo tem que trabalhar em conjunto com os agentes económicos, encontrar soluções em conjunto para os problemas e afirmar as nossas empresas, é o ponto de partida. Temos que alinhar aquilo que são os instrumentos púbicos que temos, nomeadamente no Ministério da Economia, com as necessidades das empresas”, salientou.

Reconhecendo alguns motivos de preocupação, o secretário de Estado de Pedro Siza Vieira deixou uma mensagem de confiança: “Eu estou muito confiante. Há sempre sinais, os sinais existem, assistimos a um abrandamento do crescimento económico nos principais mercados de destino, Alemanha, França, temos a situação muito complexa no Reino Unido, mas as empresas também têm apostado na capacidade de diversificar a na procura de novos mercados”, disse.

Para o presidente da Câmara de Guimarães, e também presidente da Comunidade Intermunicipal do Ave, Domingos Bragança, a vitalidade do sector têxtil deve-se também à mudança de mentalidades.
“O perfil [do empresário têxtil] mudou muito. Temos agora empresários muito sabedores do que estão a fazer, com muito maior conhecimento técnico, empresários que têm uma abordagem da empresa e do mundo cosmopolita, uma abordagem global, o que nos dá garantia que vamos ter um futuro melhor”, disse. Já Parcidio Summavielle, vice-presidente da Câmara de Fafe, agradeceu ao secretário de Estado esta visita a uma empresa do concelho e sustentou: “Tudo o que podemos fazer para ajudar os nossos empresários é pouco. Nós precisamos que o tecido produtivo seja forte. Como sabem, estamos a fazer grandes investimentos nesta área, com o Nó de Arões e Zona Industrial de Regadas. Claro que há alguns constrangimentos que não podemos ser nós a resolver, mas há coisas que podemos ajudar. Foi bom termos ouvido algumas destas questões para perceber o que também a Câmara pode fazer para ajudar estes empresários, pois sabemos que apoiando as empresas, estamos também a ajudar Fafe e a população de Fafe”.
“É fundamental que o Governo faça este caminho que hoje se fez aqui, de contacto com as empresas, no terreno”, rematou.

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