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Já morreram 49 pessoas perderam a vida afogadas
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Já morreram 49 pessoas perderam a vida afogadas

Casos do Dia

2024-05-26 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Até 30 de Abril já morreram 49 pessoas afogadas no país, todas em zonas não vigiadas. Só em Abril, registaram-se 26 mortes, sendo este o pior mês de sempre desde que há registos.

Citação

Segundo o Observatório do Afogamento da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS), Portugal está a bater recordes de mortes desde que este sistema regista este tipo de ocorrências. Desde o início do ano até 30 de Abril, foram 49 as pessoas que perderam a vida afogadas, destacando-se o mês de Abril como o pior de sempre, com 26 mortes.
As mortes de 2024 foram registadas 21 em mar, 16 em rio, seis em poço, dois em vala, dois em barragem, um em lago e um em fossa.
O Observatório tem disponível o relatório relativo ao primeiro trimestre de 2024. Nos primeiros três meses do ano morreram 23 pessoas afogadas, das quais uma na área do distrito de Braga e duas em Viana do Castelo.
Na análise do primeiro trimestre deste ano, a FEPONS destaca que 60,9% dos afogamentos ocorreram de manhã, tendo a maioria sido registadas no mar (21), seguindo-se em rio (16), em poço (seis), em vala, em barragem, em lagos e em fossa.

Segundo o relatório destes três meses do ano, mais de metade das pessoas que morreram por afogamento eram homens (69,5%) e tinham entre 70 e 74 anos (21,7%).
A maioria dos casos ocorreram durante banhos de mar em lazer, actividades de parapente, por quedas de pessoas e viaturas à água, e causas desconhecidas.
A Federação destaca igualmente que em 100% dos afogamentos foram em locais não vigiados e não presenciados.
Quanto à distribuição geográfica por percentagem, 21,7% dos casos aconteceram no distrito de Porto, 13% em Coimbra e Lisboa, 8,7% em Aveiro, Setúbal, Viana do Castelo e Madeira, 4,3% nos Açores, Braga, Leiria e Santarém.
A FEPONS indica ainda que 47,8% das mortes, nestes três meses, ocorreram em Janeiro, sendo que 26,1% dos casos sucederam a um sábado.

A federação destaca que estes resultados evidenciam a urgência de mudanças políticas significativas nesta área.
Defende que a assistência a banhistas deve ser feita durante todo o ano, durante todas as estações e com diferentes níveis de alerta conforme a necessidade, devendo as autarquias assumir a responsabilidade exclusiva pela assistência aos banhistas, através das associações de nadadores-salvadores.
O Observatório do Afogamento é um sistema criado pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, para contabilizar as mortes por afogamento em Portugal.

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