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IPVC garante 157 camas na região para os alunos deslocados
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IPVC garante 157 camas na região para os alunos deslocados

Ensino

2020-10-13 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Protocolos com cinco unidades hoteleiras e com a Pousada da Juventude foram ontem assinados no Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC). Devido à pandemia, instituição perdeu cerca de 30% da capacidade de alojamento nas três residências.

Para compensar “a perda de cerca de 30%” de camas disponíveis nas três residências universitárias devido à pandemia, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) assinou ontem protocolos com unidades hoteleiras e a Pousadas da Juventude, que vão permitir disponibilizar 157 camas nos vários concelhos onde estão instaladas as seis escolas daquele estabelecimento de ensino superior. Cerca de 80 camas já estão ocupadas pelos estudantes.

A assinatura destes acordos enquadra-se na colaboração estabelecida entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a Movijovem e várias estruturas representativas de unidades hoteleiras e de alojamento local no âmbito do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES) e que prevê, entre outras medidas, a utilização de disponibilidades de alojamento de várias entidades, visando reforçar a capacidade instalada de alojamento público para estudantes, tendo em conta os efeitos da pandemia por Covid-19 e o aumento do número de estudantes no ano académico 2020/2021.
“Temos muitos alunos deslocados e muitos deles bolseiros e nem sempre é possível arranjar alojamento a preços acessíveis”, começou por justificar o presidente do IPVC, Carlos Rodrigues, reforçando que com as novas regras de saúde e segurança a instituição “perdeu 30% de capacidade de alojamento”. Se este protocolo não se tornasse realidade “teria sido um forte impacto na vida de muitos alunos e impossibilitaria muitos outros de continuar os estudos”.

Desde Junho passado, que a instituição começou a ‘arregaçar as mangas’ face ao contexto que já se estava a viver. “Com o enquadramento legal e funcional dado pelo ministério avançamos com o processo que não está concluído”, assumiu Carlos Rodrigues, acreditando ter “mais novidades” entretanto.
Já o administrador dos Serviços de Acção Social do IPVC, Luís Ceia, começou por agradecer às entidades que aceitaram o desafio e assinaram ontem os protocolos. “Este é um processo contínuo e dinâmico e com este protocolo damos mais segurança aos alunos, permitindo que fiquem mais próximos do local de ensino e não percam o ambiente académico”, justificou.

Também presente na cerimónia de assinatura de protocolos, o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, José Maria Costa, referiu a importância do ensino superior para o território, defendendo que “a escola pública deve criar condições e oportunidades para todos terem acesso ao ensino superior e também acesso à rede de alojamento”. Os municípios, continuou o também presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, “têm interesse de encontrar soluções técnicas e operativas para aproveitar os fundos comunitários para aumentar a capacidade de alojamento instalada”. José Maria Costa foi mais longe: “nos territórios de baixa densidade, os alunos acabam por oxigenar a economia local e actividade da região, por isso, acaba por ser um ganho colectivo”.

Há vários anos que “não há investimento no alojamento estudantil, nem em recuperação de residenciais nem em novas construções”, por isso, “o Governo tem uma atenção especial para o alojamento que é um problema que existe”, assegurou o secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Sobrinho Teixeira, adiantando que com estes protocolos já foram disponibilizadas 500 camas em todo o país.
O secretário de Estado, que participou na cerimónia através de videoconferência, por estar a cumprir quarentena profiláctica, após a confirmação da infecção por Covid-19 ao ministro Manuel Heitor, adiantou “estar previsto no próximo Orçamento de Estado um incremento substancial da acção social”, sublinhando que esse aumento tem a ver com o complemento de alojamento. “Estamos a falar de um valor, por exemplo, em Viana do Castelo, de cerca de 220 euros e, em Lisboa, de 285 euros. É um aumento de cerca de 60% face ao ano passado”, avançou.

50 Hotel Boavista (Melgaço)

17 Hostel Santa Luzia (Viana do Castelo)

12 Hotel Val Flores (Valença)

14 Residencial S. Gião (Valença)

10 Casa dos Rapazes (Viana do Castelo)

18 Pousada da Juventude de Melgaço

14 Pousada da Juventude de Viana do Castelo

14 Pousada da Juventude dePonte de Lima

8 Pousada da Juventude de Vila Nova de Cerveira

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