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IPCA vai adquirir 30 novos computadores para ceder aos alunos mais carenciados
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IPCA vai adquirir 30 novos computadores para ceder aos alunos mais carenciados

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IPCA vai adquirir 30 novos computadores para ceder aos alunos mais carenciados

Ensino

2020-04-08 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Medida visa apoiar os alunos que não têm equipamentos para acompanhar as aulas à distância. A instituição está também a negociar com as operadores de telecomunicações para garantir o acesso à internet.

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) vai adquirir três dezenas de computadores para ceder aos alunos que não possuam os equipamentos necessários para acompanhar o ensino à distância.
A ‘luz verde’ para a aquisição dos material informático foi dado esta segunda-feira pela presidente da instituição e será consubstanciada na parceria que o instituto tem com o Santander Totta que já disponibilizou uma parte das verbas integradas no âmbito do protocolo que têm com o IPCA para a compra do material, num investimento que ronda os 20 mil euros.
“Os computadores serão entregues a título de empréstimo no dia 14, aquando o início das aulas”, revelou ao Correio do Minho, Maria José Fernandes, presidente do IPCA.
Para garantir também o acesso à internet, o instituto está também a negociar com as operadores de telecomunicações pacotes para um período de três meses.

Maria José Fernandes explica que na semana que o IPCA encerrou portas, a 10 de Março, foram cedidos seis computadores aos alunos mais carenciados já identificados pelo instituto.
“Neste momento, em articulação com a associação académica, estamos a fazer um levantamento dos estudantes que não dispõem de meios tecnológicos e/ou acesso à internet”, diz a dirigente.
O levantamento das necessidades está a ser feito através de uma aplicação desenvolvida pela pela associação de estudantes que concebeu e aplicou um questionário a todos os alunos da instituição para identificar os que têm dificuldades em acompanhar as aulas à distância.

“Das 900 respostas obtidas até agora, foram identificados 17 alunos sem computadores”, revela a presidente do IPCA, avançando que se as medidas adoptadas não forem suficientes para chegar a todos os alunos que precisam, o IPCA vai avançar com o empréstimo de computadores por parte de elementos da sua comunidade. “Esta- mos a adoptar uma estratégia para que todos os alunos tenham as mesmas condições no acesso ao ensino à distância”, diz ainda a propósito Maria José Fernandes, apelando aos estudantes que reportem as suas situações à direcção das escolas, aos serviços de Acção Social ou à associação de estudantes.
Desde que se viu obrigada a encerrar portas, o IPCA adoptou de imediato o modelo de ensino à distância, permtitindo aos alunos a continuação das aprendizagens.

“Está a correr bem, o feedback é significativamente positivo. Naturalmente que é um grande desafio quer para a comunidade docente, quer para os estudantes”, assume a presidente do instituto, revelando que logo no dia seguinte após o fecho das portas os professores foram convidados a fazer formação. “Não houve nenhum interregno nas actividades lectivas”, garante a responsável, adiantando que decorridas três semanas “as coisas estão mais estabilizadas”, seguindo-se agora a avaliação à distância.
Maria José Fernandes diz que este modelo de ensino não é propriamente uma novidade para a instituição que tem no Curso de Gestão Público, leccionado desde 2009, um bom exemplo. “Todo o curso é ministrado à distância. E temos muitos alunos no curso que estão já no mercado de trabalho. Essa é uma experiência que estamos a passar também para outras escolas de uma forma muito dinâmica”, frisa.

Instituto poderá abrir em Maio se a situação permitir

Depois de “muita ponderação” e a aguardar as decisões que o governo vai emanar sobre esta matéria já esta próxima quinta-feira, a presidente do IPCA revela que se todas as condições estiverem reunidas, o instituto poderá abrir portas já em Maio. “Vamos agir de acordo com as directivas do governo. Se tivermos condições como para Maio, gostaríamos de abrir a instituição”, avança Maria José Fernandes.
Esse será o passo seguinte à avaliação, cujas regras já estão definidas.
“Se tivermos condições e se a orientação for essa acho que teremos condições para retomar a actividade lectiva. Se não for possível, continuaremos neste modelo”.

A presidente vai mais longe assumindo que o IPCA poderá alterar o calendário lectivo se a situação assim o exigir, prolongando o período escolar. Segundo Maria José Fernandes isso serviria, sobretudo, para colmatar algumas deficiências que se poderão verificar ao nível das práticas laboratoriais que integram o currículo de alguns cursos.
“Há cursos que vão tentar em Junho e Julho ministrar aulas mais intensivas ou até workshops”, adianta a dirigente do IPCA. E acrescenta: “o que está em causa é a formação dos nossos estudantes e, sobretudo, dos finalistas. Os alunos do 1. e 2.º anos poderão ter uma adaptação do programa, vão ter tempo para repor aquilo que nesta altura poderão não conseguir. Para os finalistas as coisas são um pouco diferentes. Todas as actividades que não estamos a conseguir fazer agora podemos fazer no período que nos for permitido”, explica, sublinhando que a situação pode levar a “reajustamentos” no calendário anteriormente previsto.
O IPCA acompanha, por isso, o evoluir da situação.

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