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IPCA aposta no desporto universitário

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Ensino

2018-01-24 às 06h00

Patrícia Sousa

Com o acesso ao campus pronto, o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA), com sede em Barcelos, tem agora em mãos um novo projecto de construção do pavilhão multiusos, cujas obras vão estar concluídas em dois anos.

Com o acesso ao campus pronto, o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA), com sede em Barcelos, tem agora em mãos um novo projecto de construção do pavilhão multiusos, cujas obras vão estar concluídas em dois anos. Esta aposta no desporto universitário foi focada pela presidente da instituição, Maria José Fernandes, que foi a primeira convidada do ano da iniciativa Pequeno Almoço com..., promovida pelos Transportes Urbanos de Braga (TUB).
Já temos o terreno adquirido, sendo que a escritura vai ser efectuada por estes dias. Além disso, o arquitecto também já tem o projecto pronto, adiantou a presidente do IPCA, assegurando que esta é uma obra a ser concretizada neste mandato. Nos próximos dois anos, o campus do IPCA terá um pavilhão multiusos que vai proporcionar a prática frequente de desporto assim como o desenvolvimento de actividades laborais e lúdicas.

As obras, avaliadas em 500 mil euros, aos quais se juntam ainda 300 mil euros da aquisição do terreno, serão concretizadas com receitas próprias. E Maria José Fernandes lamentou que o IPCA continue a ser a instituição com financiamento do Estado mais baixo do país.
Mas a aposta do desporto universitário é certa e a curto prazo o acesso ao desporto por parte dos estudantes é uma realidade.

Neste momento, o IPCA mantém acordos com o Pavilhão Municipal de Barcelos, mas isso não permite dinamizar a prática desportiva nem apostar na formação. E a presidente foi mais longe: queremos dinamizar o desporto e ter equipas e isso é mais difícil não tendo um local.
A obra implica a construção de um multiusos e um campo de futebol, que vai permitir a prática de várias modalidades.
Entretanto, para este ano, prevê-se ainda a abertura das novas instalações da Escola Superior de Tecnologia e da biblioteca.

À espera de luz verde para graduar doutores

O Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) veio, nas palavras da presidente, Maria José Fernandes “diferenciar objectivamente o que é o ensino universitário, encontrando o caminho na formação que fazia falta na região”. Mas agora é preciso ‘dar o salto’, por isso, a presidente, que falava ainda no ‘Pequeno Almoço com...’, promovido pelos Transportes Urbanos de Braga (TUB), espera que os institutos politécnicos também possam ter o grau de doutor.
Esperando que a intenção do ministro seja uma realidade, Maria José Fernandes referiu que será sempre “um doutoramento específico e direccionado ao que a instituição tem capacidade de fazer e para isso o IPCA tem que dar provas dadas em termos de investigação”.

Ainda no plano da formação do IPCA, a presidente defende que “a formação não se esgota na licenciatura ou no mestrado e esse já é um desígnio de todas as profissões”. Mas aqui surge outra situação que precisa de resolução. “Temos muitos pedidos de pessoas que querem mudar de especialização, mas em período pós-laboral e tem que se encontrar uma solução para reconverter as pessoas”, apelou ainda aquela responsável.
Os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) são uma aposta ganha do IPCA. “Hoje temos 900 alunos, divididos por Barcelos, Braga e Guimarães. Como se trata de cursos muito dirigidos a uma profissão e às necessidades da região, o ano passado quase todos os alunos ficaram integrados na empresa onde fizeram seis meses de estágio”, adiantou a presidente, admitindo, no entanto, que o IPCA acaba por “não ter capacidade de dar resposta a todas as empresas”.

Negociação com empresa de Design para formar turma específica

O Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) está em negociações com uma empresa na área do Design para criar uma turma com o objectivo de formar os estudantes especificamente para essa empresa. “Este é o caminho”, assumiu a presidente, Maria José Fernandes, referindo que “é desta forma que se formam os jovens para responder às necessidades das empresas”.
A presidente do IPCA espera ver, tal como já acontece em outros países, “as universidades instaladas nas próprias empresas”.
Mas esta “parceria” com as empresas da região não se fica por aqui. “Temos empresas que nos procuram e que recorrem ao IPCA para projectos específicos”, adiantou Maria José Fernandes, dando o exemplo da criação de drones com características próprias.”Temos projectos em co-produção com empresas que recorrem ao IPCA, por isso, trabalhar com as empresas é o futuro”, vincou.

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