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Investimento dos fundos comunitários “não foi desperdiçado e já está a ter frutos”
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Investimento dos fundos comunitários “não foi desperdiçado e já está a ter frutos”

Cávado

2019-10-10 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Festa das Colheitas de Vila Verde, que começou ontem, aposta em três âncoras: agricultura, artesanato e gastronomia. Presidente do município, António Vilela, garantiu que 14 milhões de euros dos fundos comunitários foram bem aplicados.

Porque a Festa das Colheitas é um “bom exemplo” da promoção dos produtos da terra, o Município de Vila Verde continua a ver neste certame, que vai já na 28.ª edição, “uma oportunidade para falar do mundo rural”. E a propósito, o presidente da Câmara Municipal de Vila Verde assegurou, ontem na cerimónia de abertura, que “os 14 milhões de euros de investimento deste quadro comunitário de apoio não foram desperdiçados e já estão a dar frutos”.
A aposta nos produtos locais e nas pessoas continua a ser a base da Festa das Colheitas - XXVIII Feira Mostra de Produtos Regionais, que decorre até domingo na Praça das Comunidades (campo da feira), estando assente em três âncoras do território: agricultura, artesanato e gastronomia. “Tudo isto faz de Vila Verde uma terra de tradição”, confirmou António Vilela.

E o presidente aplaudiu a grande actividade exportadora do sector agrícola. E deu um exemplo: “uma unidade exportou 500 toneladas de pequenos frutos, sendo que terá um volume de exportação que ronda os dois milhões de euros”. Mas o sector agrícola não está só a crescer na área dos frutos vermelhos e aqui “surgem também apostas no sector do vinho, com a recuperação de vinhas de qualidade”. Depois há ainda os produtores de cogumelos e a “instalação de soutos no território para produção de castanha”, adiantou. O presidente destacou ainda o investimento no regadio, que vai abranger toda a freguesia de Cabanelas. “A obra estará concluída a tempo de aproveitarmos o próximo quadro comunitário com projectos agrícolas para aquela área”, adiantou.

Já o presidente da ATAHCA - Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave, Mota Alves, realçou o facto de Vila Verde “ser o concelho do país com mais investimento com projectos de sucesso, de qualidade e com vivacidade, sendo uma boa parte promovida por jovens”.
Mas Mota Alves voltou a destacar a urgência da reflexão sobre o o problema do despovoamento e da desertificação da terra. “Algumas freguesias perderam mais de 70% da população e não tarda nada as aldeias não vão ter pessoas”, alertou aquele responsável. E Mota Alves deixou o desafio: “é preciso haver discriminação positiva. Como podemos atrair os jovens para as nossas aldeias se não têm internet à velocidade que existe nas cidades? Temos de saber olhar o território como uma oportunidade e dar contrapartidas aos jovens.”
Em jeito de resposta, a directora da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Carla Alves, admitiu que “está na hora de repensar o peso do próximo quadro comunitário com apoios mais direccionados para os pequenos agricultores e jovens agricultores”.


Pedido de estatuto de agricultor familiar

A directora da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Carla Alves, deixou ontem o apelo: “é muito importante que façam o pedido de estatuto de agricultor familiar, que é gratuito”.
Para Carla Alves este é um exemplo de “discriminação positiva”, já que ter este estatuto é “como ter um cartão de estudante que dá acesso a vários apoios”.
Pode pedir o estatuto “quem não recebe subsídios directos superiores a cinco mil euros ou quem tem mais de 50% de mão-de-obra familiar”, esclareceu a directora regional.

Apoios para circuito curto de comercialização

Ainda na sessão de abertura das Festa das Colheitas, a directora da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte anunciou que foi publicada uma nova portaria que dá apoio ao circuito curto de comercialização durante três anos. “Trata-se de apoios muito específicos para quem vende os produtos em feiras”, explicou Carla Alves, destacando a importância dada à economia familiar.
Com esta nova portaria, “os pequenos produtores podem ter acesso a 48 euros por semana para apoio de transporte, o que significa mais de sete mil euros nos três anos”, exemplificou a directora, adiantando que os apoios podem ainda ir, de 60 a 80%, para a aquisição de veículos de transporte, equipamento de frio, marketing e publicidade e exposição de produtos.

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