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Investigadores da UMinho integram estudo sobre impacto da pandemia na gravidez

Nacional

2020-11-03 às 10h30

Redacção Redacção

Desenvolvido em 13 países e tendo por base um questionário de investigadores da New York University, estudo recolhe informações sobre as experiências pré-natais, acompanhamento das grávidas, a alteração de rotinas e o período pós-natal.

Investigadores da UMinho integram um projecto internacional para perceber como é que o novo coronavírus alterou as experiências perinatais, nomeadamente o impacto na saúde mental das grávidas e no desenvolvimento das crianças.
Em declarações à Lusa, Ana Mesquita, investigadora da Escola de Psicologia da UMinho afirmou que o projecto surge no âmbito de um consórcio internacional que já se debruçava sobre a depressão e ansiedade perinatal (período que antecede e sucede um nascimento), as suas causas e principais tratamentos.
“No âmbito deste consórcio, criamos uma ‘task-force’ para perceber qual seria o impacto da Covid-19 nestas questões da saúde mental e perinatal, nomeadamente de que forma a pandemia poderia acentuar a incidência destas perturbações (depressão e ansiedade) em grávidas e mães recentes no período pós-parto”, explicou a investigadora.
Desenvolvido simultaneamente em 13 países, o estudo, que tem por base um questionário desenvolvido por investigadores da New York University (Estados Unidos da América), recolhe informações sobre as experiencias durante o período pré-natal, o acompanhamento das grávidas, a alteração de rotinas e o período pós-natal.
Além de quererem perceber como é que a pandemia alterou as experiências perinatais, os especialistas querem também descobrir quais os “factores de risco e protecção” destas mulheres.
“Estamos a tentar caracterizar a situação actual em termos do que são as experiências que estas mulheres estão a passar”, destacou a investigadora.
Depois do primeiro inquérito, os especialistas fazem o seguimento (também através de inquéritos) das grávidas passado um mês, três e seis meses após o nascimento do bebé.
Ao inquérito ‘online’, que está disponível em Portugal desde Julho, já responderam 1 200 mulheres e ao inquérito de seguimento do primeiro mês como mães responderam cerca de 400 mulheres.
Com o surgimento da segunda vaga do SARS-CoV-2, Ana Mesquita afirmou que o intuito é manter o inquérito, no qual podem participar grávidas e mulheres com bebés com menos de seis meses, disponível.
“A nossa ideia é que os primeiros dados do estudo possam ser analisados até ao final deste ano, e depois pretendemos analisar os dados subsequentes da segunda vaga”, afirmou.
Os dados recolhidos vão permitir não só perceber a situação em cada país, mas também fazer uma comparação com os outros países que participam o estudo (Albânia, Brasil, Bulgária, Chipre, Chile, França, Grécia, Israel, Malta, Espanha, Turquia, Reino Unido).
“Queremos perceber que impacto é que isto vai ter. Sabemos que esta questão da Covid-19, além da doença, têm esta questão do ‘stress’ que piorou na alteração das rotinas e tem também um impacto no neurodesenvolvimento dos bebés”, destacou Ana Mesquita.
A equipa pretende ainda fazer o acompanhamento dos filhos das mães que aceitarem participar.

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