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Investigadores da UMinho dão passo importante na detecção do Alzheimer
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Investigadores da UMinho dão passo importante na detecção do Alzheimer

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Ensino

2018-03-08 às 08h00

Redacção

Uma equipa de investigadores da Escola de Medicina/ICVS deu mais um passo para a compreensão da doença de Alzheimer.

Uma equipa de investigadores da Escola de Medicina/ICVS deu mais um passo para a compreensão da doença de Alzheimer.

O estudo, que foi recentemente publicado na prestigiada revista Nature Communications, do grupo Nature, mostra que a diminuição de um determinado lípido poderá contribuir para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Os resultados obtidos propõem ainda a utilização de biomarcadores que detectem a presença da doença. Graças a esta descoberta, poderá estar para breve a detecção precoce do Alzheimer através de uma simples análise ao sangue.
Embora a doença de Alzheimer seja uma das mais estudadas em todo o mundo, as inúmeras tentativas de encontrar uma terapêutica não têm tido sucesso.

Já se sabia que as doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson, estão associadas a alterações dos neurónios, promovendo a acumulação de proteínas e lípidos que, por sua vez, conduzem à morte dos neurónios. Uma das proteínas acumuladas é a proteína precursora da beta-amilóide (proteína responsável pela formação de placas no cérebro características do aparecimento da doença de Alzheimer). Estas alterações das células são semelhantes ao comportamento das células num grupo de doenças genéticas raras que afectam as crianças e provocam alterações neurológicas graves.

Foi esta analogia que levou André Miranda e a sua equipa a olhar mais atentamente para a doença de Alzheimer, nomeadamente para o comportamento de um lípido que está diminuído na presença da doença.
Os investigadores da UMinho fizeram estudos com neurónios de ratinho e perceberam que, antes da sua morte, os neurónios libertam as proteínas e lípidos acumulados. São estes que, pelas suas características, podem ser associados a doenças neurodegenerativas e estar na origem da detecção precoce do Alzheimer.

Este trabalho resulta de uma colaboração entre investigadores da Escola de Medicina/ICVS e do Columbia University Medical Center, Nova Iorque (Estados Unidos).

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