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Ensino

2020-09-07 às 10h14

Redacção Redacção

Xaquín Núñez Sabarís mostrou como a qualidade e o teor da literatura galega actual motivam até séries televisivas.

O investigador Xaquín Núñez Sabarís, do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho (CEHUM), venceu o Prémio Ramón Piñeiro de Ensaio, pelo livro ‘Cartografias da narrativa galega contemporânea’.
O autor vai receber 3000 euros e ter a sua obra publicada, cujo lançamento decorre hoje, às 10 horas, no Paço de San Roque, em Santiago de Compostela.
O livro revela de forma inovadora as mudanças de repertório na produção galega actual, como o thriller jacobeu em Santiago de Compostela, o romance policial em Vigo e a narcoficção nas Rias Baixas.

“Esta transformação cultural deve-se à tensão entre a identidade galega e a globalização, numa fase em que a revolução digital permite uma projecção mundial”, diz o premiado, citado em comunicado da UMinho.
O estudo analisa o alcance da narrativa galega contemporânea, as dinâmicas de consumo e legitimação cultural e a expansão dos textos literários para outras plataformas, tendo sido adaptados ao cinema ou a redes televisivas internacionais, como os livros ‘Fariña’, de Nacho Carretero, ou ‘Todo é silencio e Vivir sen permiso’, de Manuel Rivas. A obra foca ainda a adopção de modelos narrativos globais, nomeadamente o impacto que o thriller religioso e o romance policial têm na construção dos espaços ficcionais e na identidade da cidade em que decorrem.

O júri do prémio elogiou na obra de Núñez Sabarís a perspectiva crítica transmedial – que cruza várias plataformas – e a abertura à cultura de grande difusão.
As séries televisivas espanholas estão “num excelente nível” internacional, sendo ‘La casa de papel’ a mais conhecida. No caso das galegas, ‘O sabor das margaridas’ chegou também à Netflix, ‘Auga seca’ à HBO e as produções-estrela da plataforma Movistar, Hierro e La unidad, foram dirigidas por galegos, tendo esta última muitos actores da Galiza, completa o investigador.
A entrega do prémio conta com as entidades que o atribuem: o secretário-geral de Política Linguística da Xunta da Galiza, Valentín García Gómez, o director-geral de Caixa Rural Galega, Jesús Antonio Méndez Álvarez-Cedrón, e o director-geral da Editorial Galaxia, Francisco Castro.

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