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Braga

2016-07-01 às 12h20

José Paulo Silva

MINISTRO da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior elogiou ontem MIT Portugal, programa que passa a ser dirigido pelo catedrático da Universidade do Minho, Pedro Arezes

O professor da Universidade do Minho Pedro Arezes é o novo director nacional do Programa MIT Portugal, tendo como “principal desafio” a preparação de uma “proposta competitiva” para a renovação da parceria que, segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, “só foi possível porque as universidades portuguesas são de grande nível”.
Manuel Heitor, que encerrou ontem, na Universidade do Minho, a conferência “MIT Portugal: 10 years engineering a better future’, destacou que o prestigiado Massachusetts Institute of Technology tentou idênticos programa com outros países que falharam.
“ O programa MIT Portugal proporciona estágios e formações a mais de 900 alunos portugueses. O que queremos é alargar a todos um sistema de educação e investigação que abra oportunidade”, defendeu o ministro que apontou o desenvolvimento de novos sistemas de energia nos Açores ou a investigação que se faz ao nível da medicina regenerativa ou na bioengenharia como exemplos do êxito do programa criado em 2006 entre cinco universidades portuguesas - Universidade de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, Univer- sidade de Coimbra, Universidade do Porto e Universidade do Minho -, empresas e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), com o objectivo de fortalecer a base de conhecimento do país, o empreendedorismo de origem científica e a competitividade internacional através de investimentos estratégicos em pessoas, conhecimentos e ideias inovadoras.
Com a conferência de ontem na Universidade do Minho, cerca de 200 participantes que assinala os 10 anos do programa
Pedro Arezes, que substitui Paulo Ferrão na direcção do MIT Portugal, terá como principal desafio a preparação de uma proposta competitiva para a renovação do Programa para uma terceira fase, a iniciar em 2018
O catedrático da Escola de Engenharia da Universidade do Minho já assumiu que o futuro do programa passa por “identificar” novas áreas de investigação.
“O MIT Portugal tem primado pela aposta na geração de novas ideias e na sua valorização, com base na interação entre universidades e instituições privadas. Neste momento temos três grandes projectos de investigação em desenvolvimento nos quais mais de 30% do financiamento é assegurado através de empresas Portuguesas”, explicou o novo responsável.
“Teremos de continuar a trabalhar em conjunto com as nossas universidades e empresas em identificar áreas de investigação que possam trazer um maior impacto socioeconómico no nosso pais”, apontou.
Ainda Ssegundo Pedro Arezes, “as maiores vantagens desta parceria são usufruídas pelos estudantes, e são eles a mais-valia do programa” pelo que, diz, 'é um orgulho ver doutorados e mestres inseridos nos quadros de empresas e universidades portuguesas e internacionais”.
'Estamos a formar alunos com capacidades para serem profissionais competitivos em qualquer parte do mundo, desde os Estados Unidos e Islândia a Singapura e Nova Zelândia', salienta.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior preside hoje, também na Universidade do Minho, à assinatura do memorando para a criação e instalação do ‘Quanta Lab - Laboratório de Ciência, Tecnologia e Materiais Quânticos’.
A iniciativa inicia com a apresentação do Quanta Lab, a cargo de Nuno Peres e Joaquín Fernández-Rossier, respectivamente da UMinho e do Instituto Ibértico Internacional de Nanotecnologia (INL), entidades promotoras do projecto. Segue-se a conferência ‘Sensores quânticos: da ciência básica aos protótipos’, por Jörg Wrachtrup, da Universidade de Estugarda.
Vários países apostam na criação de laboratórios e centros de investigação para explorar materiais e as tecnologias quânticas para posterior aplicação à produção de produtos inovadores, sejam eles materiais com novas funcionalidades ou computadores quânticos com uma enorme capacidade de computação.

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