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Ensino

2019-05-29 às 06h00

José Paulo Silva

Leandro Almeida volta a assumir a presidência do Instituto de Educação da Universidade do Minho. Captar mais alunos com a diversificação da oferta formativa é o grande desafio do mandato.

O recrutamento de estudantes num momento de redução clara da procura dos cursos que habilitam para a docência é o “grande desafio” que, na opinião do reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, enfrenta a nova presidência do Instituto de Educação que ontem tomou posse.
Leandro Almeida sucede a José Augusto Pacheco à frente do IE, uma das unidades orgânicas fundadoras da Universidade do Minho que, na última década, perdeu cerca de um terço dos alunos. Tanto o novo presidente como o reitor apontaram, na cerimónia de tomada de posse, a reorganização da oferta formativa como uma das prioridades para os próximos anos.

Leandro Almeida, que é acompanhado neste mandato pelas vice-presidentes Maria Alexandra Gomes e Natália Fernandes, destacou a necessidade de reestruturar a oferta pós-graduada do IE, a par do “esforço de prospecção para o 1.º ciclo” e da identificação de “novas áreas de formação”.
Rui Vieira de Castro, oriundo do IE, adiantou que “existe ainda espaço de recrutamento para o ensino superior” e que esta unidade orgânica pode explorar a “valorização do ensino à distância” e as necessidades de formação pedagógica dentro da própria Universidade do Minho.

O reitor questionou se será possível “sustentar” a actual oferta de 19 mestrados e aconselhou a uma “maior valorização do espaço europeu” na estratégia de internacionalização do IE, que tem estado muito centrada no Brasil, países africanos de expressão portuguesa e Timor Leste.
No que diz respeito à investigação, Leandro Almeida referiu, ontem, o “teste importante” que o IE vai enfrentar, dentro de dias, com a avaliação externa do Centro de Investigação em Educação (CIEd) e do Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC), sendo que a oferta formativa de doutoramento ficará dependente desses resultados.
O novo presidente defendeu o reforço de cooperação entre os dois centros, bem como da captação de financiamento externo.

“O desenvolvimento sustentável do IE, como estrutura de ensino e de investigação das mais antigas da nossa Universidade, é tão expressiva que chegou a organizar-se em duas escolas, passando por saber equacionar, nos dias de hoje e para os próximos anos, a sua missão e focar aí a sua atenção, os seus recursos e esforços mais significativos. Precisamos de convergir para consensos de forma a aprofundarmos a análise dos problemas e a elegermos as propostas mais robustas para a sua superação”, declarou Leandro Almeida numa cerimónia em que o reitor, ao lembrar alguns momentos da história do IE, reconheceu o contributo da unidade orgânica “para a qualidade da investigação em Educação que se faz em Portugal”.

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