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Braga, sábado

INL desenvolve estrutura que capta poluentes farmacêuticos da água
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INL desenvolve estrutura que capta poluentes farmacêuticos da água

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Braga

2018-09-20 às 09h00

Redacção

Investigação do o INL desenvolveu uma “estrutura orgânica co-valente” capaz de “capturar poluentes farmacêuticos das águas” residuais, impedindo que sejam reintroduzidas na cadeia alimentar.

Uma investigação do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) desenvolveu uma “estrutura orgânica co-valente” (COF - Covalent Organic Framework) capaz de “capturar poluentes farmacêuticos da água” residuais, impedindo que sejam reintroduzidas na cadeia alimentar.
O INL explica, em comunicado, que a investigação — que integra também a CRSTRA da Argélia, LMU da Alemanha, e GalChimia de Espanha — mostrou “pela primeira” vez que aquele tipo de estrutura, uma espécie de absorvente, pode ser utilizada para limpar a água de dois fármacos comuns e amplamente utilizados - ibuprofeno e diclofenac - que “foram absorvidos com elevada eficiência e recuperados por uma simples troca de solvente”.

“Ao contrário de muitos outros absorventes, tais como o carvão activado, a COF agora desenvolvida pode ser reciclada e reutilizada”, salienta o texto.
A estrutura do novo absorvente, descreve o texto, assemelha-se à de um favo de mel.
“No entanto, os seus orifícios têm apenas um nanómetro de diâmetro (um milhão de vezes mais pequeno que um milímetro).
A estrutura e as propriedades particulares destas COFs permitem a captura eficiente dos poluentes farmacêuticos citados presentes na água, algo que ainda é um desafio para os sistemas de filtragem actualmente disponíveis”, lê-se no comunicado do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia.

Com esses sistemas, refere o INL, “as subdoses de moléculas farmacêuticas, tais como o ibuprofeno e o diclofenac (anti-inflamatórios não-esteroides) lançadas nas águas residuais, acabam por ser reintroduzidas na cadeia alimentar após o tratamento, com o potencial de causar efeitos indesejados, tais como a resistência a medicamen- tos”.

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