Correio do Minho

Braga, quarta-feira

IMI agravado para 172 imóveis degradados do centro histórico de Braga
Marionetas contam história de Alberto Sampaio na EB1 de Nogueira

IMI agravado para 172 imóveis degradados do centro histórico de Braga

CIM Alto Minho promoveu a última reunião da 1ª fase do projeto CultRinG com grupo de stakeholders do território

Braga

2018-11-08 às 06h00

Marlene Cerqueira

São 172 os imóveis do centro histórico que, em 2019, vão ter o IMI agravado. Câmara penaliza assim a inércia de quem remete os edifícios para o abandono e degradação. Noutro extremo, a reabilitação privada registou um aumento de 30%.

São 172 os imóveis localizados no centro histórico de Braga que, em 2019, vão ter o IMI agravado, numa medida que visa penalizar a inércia de quem remete para o abandono e degradação alguns edifícios do centro histórico.
Em contraponto, aumentaram mais de 30% as intervenções de reabilitação ao nível das obras de conservação na área do centro histórico de Braga. A estatística refere-se ao primeiro semestre de 2018, em comparação com o mesmo período do ano passado.
“Existe um trabalho diário de alteração de conceitos na intervenção no centro histórico, e a dinâmica económica presente tem e deve responsabilizar os promotores privados no sentido da qualificação da intervenção ao nível patrimonial”, refere a propósito Miguel Bandeira, em declarações ao Correio do Minho.

O vereador responsável pela Reabilitação Urbana e Urbanismo realça ainda que “o aumento das operações de conservação reflecte esse trabalho uma vez que garante a manutenção do existente e salvaguarda as características do imóvel não o deixando chegar a um momento de ruína em que a construção nova é inevitável”.
Miguel Bandeira recorda ainda que a Reabilitação Urbana é assumida pelo Município de Braga como um pilar estratégico para o desenvolvimento territorial, para a coesão social, para a sustentabilidade económica e ambiental e para a valorização patrimonial e turística do concelho.

As intervenções de iniciativa pública previstas para 2019 evidenciam um forte investimento público na reabilitação urbana (aliadas à intervenção já realizada em 2018 no Forum Braga), previstas para o Mercado Municipal e espaço público envolvente, para a intervenção na Escola Francisco Sanches, para a Pousada da Juventude, as intervenção previstas para o Bairro Social de Santa Tecla e das Enguardas, e nos quatro quarteirões piloto - a eliminação de barreiras urbanísticas e arquitectónicas com intervenções previstas na Praça do Bocage, Quinta da Fonte, Praceta João Beltrão e Montélios, aliando a estratégia de mobilidade à de regeneração de um tecido urbano desqualificado. Segundo o vereador Miguel Bandeira, estas intervenções “evidenciam uma clara aposta de intervenção municipal nos próximos anos na reabilitação urbana ao mesmo tempo que serão capazes de estimular dinâmicas económicas e de reabilitação nos privados, tecendo fortes contributos para a regeneração da área envolvente e para a melhoria do ambiente urbano e atractividade de Braga”.

IFRRU 2020 aprova projecto para hotel no antigo tribunal

Ao nível do Instrumento Financeiro de Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU), que completa agora o primeiro ano, foram apreciados favoravelmente pelo Município 20 projectos de investimento de iniciativa privada.
Desses 20 projectos, 18 estão localizados na ARU do Centro Histórico e dois deles destinam-se a hotel.
A nível nacional o IFRRU já aprovou 15 projectos e um deles é precisamente a criação de uma nova unidade hoteleira na cidade - no edifício do antigo tribunal de Braga.
Este projecto tem já garantido o contrato de investimento. O investimento total previsto é de quase seis milhões de euros e prevê a criação de 63 quartos.

A finalidade de habitação está identificada nos restantes 16 pedidos de enquadramento submetidos referentes ao centro histórico para apreciação do município, sendo compatível com o uso de alojamento local. Desses 16, quatro projectos para habitação têm actividades económicas localizadas no rés-do-chão.
Fora do centro histórico, dois projectos tiveram parecer favorável do vereador Miguel Bandeira. Um deles é para habitação e outro para requalificação de espaço industrial.
Os edifícios alvo de apreciação para candidatura ao IFRRU têm mais de 30 anos.

Miguel Bandeira realça que os contributos para a dinâmica privada assentam sobretudo ao nível dos instrumentos de planeamento aprovados, expressos na Revisão do PDM e no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU); nos incentivos fiscais e apoio técnico e logístico; na concertação dos investimentos afirmados e na relação privilegiada do município com os cidadãos, com os agentes e as instituições. No âmbito desta visão em 2017 avançaram dois procedimentos fundamentais: o reavaliar o potencial das duas ARU’s já existentes (Centro Histórico e Braga Sul), e a aprovação de novas áreas de reabilitação urbana (Nascente e Norte), dando assim coerência ao entorno da cidade consolidada.

Para o vereador, “o corolário destes trabalhos será consubstanciado no desenvolvimento e aprovação do PERU de Braga Nascente, Braga Norte e Braga Sul previsto para 2019 e que garante a continuidade do acesso aos benéficos fiscais em vigor aos privados, aliada à definição da estratégia de intervenção municipal nos espaços envolventes.”

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.