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ILCH da UMinho está “financeiramente estrangulado” pela máquina burocrática
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ILCH da UMinho está “financeiramente estrangulado” pela máquina burocrática

Ensino

2019-12-13 às 12h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho assinalou ontem 44 anos de existência, reclamando mais autonomia e menos burocracia.

“Sentimo-nos esmagados pela máquina burocrática e destituídos de poder de decisão dentro das escolas, precisando do aval de inúmeros gabinetes antes de dar um passo que seja”, lamentou ontem Isabel Ermida, presidente do Instituto de Letras e Ciências Humanas (ILCH) no dia que esta escola da Universidade do Minho assinalou 44 anos.
A presidente do ILCH recordou que os serviços existem para servir a universidade que é composta pelas diferentes escolas, deixando o alerta para que “não façam dos agentes da educação, professores e alunos, reféns de processo administrativos que ao invés de agilizarem as missões fulcrais da universidade - a investigação e o ensino -, nos sugam a criatividade, o tempo e o rasgo. Facilitem-nos a vida e permitam-nos ir mais longe com a maturidade dos 44 anos e com autonomia que já merecemos”.
Na resposta, o reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, afirmou reconheceu a existência de constrangimentos, sendo que muitos deles são resolúveis internamente e a universidade tem vindo a fazer um esforço grande de simplificação dos seus processos, mas há outros que não são facilmente resolúveis, pois dependem do financiamento que o Estado quer dar às instituições de ensino superior”, lembrando que as transferências que “são feitas do Orçamento de Estado cobrem três quartos daquilo que são os custos fixos com salários de professores, investigadores e de trabalhadores da universidade. Tudo o resto tem que ser gerado pela própria universidade”.
Em matéria de receitas, a presidente do ILCH lembra que a “escola faz dinheiro, temos projectos, temos alunos e BabeliUM”, questionando para “onde vai o dinheiro da receita que o instituto gera”.
Em dia de aniversário do ILCH, o reitor da UMinho fala de “44 anos de uma bela história Aquilo que se comemora neste aniversário é essa conquista que tem vindo a ser feita ao longo destes anos e a afirmação de uma área que é estruturante e fundamental para o projecto de universidade completa”.
De olhos postos no futuro, Rui Vieira de Castro aponta para meados do próximo ano a instalação da Casa do Teatro, no requalificado Teatro Jordão em Guimarães.

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